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Aumento do custo de vida preocupa moçambicanos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Moçambique, o custo de vida continua a encarecer por entre fortes protestos do cidadão comum. No espaço de uma semana foi anunciado o aumento dos preços dos combustíveis e do pão, uma vez mais obrigando milhares de famílias Moçambicanas a voltar a apertar o cinto. O aumento do preço do pão, em vigor dentro de dias e numa escala que vai até aos 14,3 por cento é atribuído pelos panificadores aos crescentes custos da farinha de trigo. O dos combustíveis, esse estará relacionado com a actual conjuntura internacional. Efeito dominó É assim que o gasóleo subiu 14 por cento, a gasolina 8,1 e o petróleo de iluminação, ainda bastante comum nas zonas rurais, deu um salto de 19 por cento. Escusado será referimo-nos ao efeito dominó que este desenvolvimento terá relativamente aos preços de quase tudo o resto, a verdade é que este vai ser mais um apertar de cinto. Por entre o sarcarmos e o conformismo já há quem diga que de tanto apertá-lo o mais dia menos dias o cinto rebenta. Numa recolha de opiniões realizada pela BBC, um cidadão afirmou que “isto está a provocar muitos transtornos, o vencimento não chega mesmo assim vou tentar comprar o pão porque os meus filhos querem comer”. Solução? Uma mulher diz angustiada “aumenta o preço mas nunca o tamanho do pão ”. Muitos dos entrevistados concordam que “sem pão a gente não vive, sem combustível também não”, ao que um utente dos vulgos chapas, como são designados os transportes privados de passageiros e carga, responde explicando “que tenho seis filhos e pagar a sua matrícula já é um problema. Moro na Zona Verde (nos arredores de Maputo) e se o chapa aumentar não sei como será”. E então qual a solução? Um dos nossos entrevistas diz, meio a brincar meio a sério “vamos fazer greve, deixar de andar de carro chapa e de comer pão”. Já uma senhora promete que “Vou passar a fazer ‘suji’, que é farinha, açúcar e um pouco de óleo. Só que não sei se as crianças hão-de aceitar. | LINKS LOCAIS Sociedade civil moçambicana é frágil04 Dezembro, 2007 | Notícias Moçambique quer investir na agricultura31 Agosto, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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