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Governo e transportadores estão a negociar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os 'chapas' defendem a concessão de um subsídio para os combustíveis mas o governo tem algumas reservas. Governo e transportadores afirmam-se empenhados em encontrar uma solução negociada no prazo máximo de setenta e duas horas. Depois do recuo forçado pelas violentas manifestações de terça-feira é o que lhes resta, como aliás ambos os lados sublinharam numa conferência de imprensa conjunta. Rogério Manuel, da Confederação das Associações de Transportadores de Moçambique, FEMATRO, recorda que a tarifa agora vigente data de 2005. Para os transportadores a solução passaria pelo subsídio dos preços dos combustíveis. Esta possibilidade não é descartada pelo governo, restando todavia saber até onde está disposto a ir. 'Chapas' ausentes Entretanto, esta quarta-feira os chapas acabaram por ser a mais visível ausência das ruas da capital moçambicana. Uns interpretam isto como um aparente receio por parte dos transportadores de um regresso à violência do dia anterior. Mas outros aventam a hipótese de se estar perante uma estratégia silenciosa de pressão face às negociações que decorrem entre os seus representantes e o governo. 'Acho que vou a pé, o chapa está caro', afirmava um jovem à BBC, antes de saber da decisão de se suspender o aumento das tarifas. Ao ser informado disse 'Vou ver hoje!', só que hoje os chapas teimavam em não chegar. A maior parte das pessoas ficou em casa, sobretudo as residentes nos arredores, e Maputo continuava uma cidade vazia, com estabelecimentos comerciais, representações diplomáticos e outros encerrados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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