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Última actualização: 24 Janeiro, 2008 - Publicado em 02:07 GMT
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Chefe do Estado-Maior guineense aceita reformas

General Tagme Na Waie
Tagme Na Waie quer tratamento condigno para os desmobilizados
As forças armadas da Guiné-Bissau estão prontas para as reformas no sector, garantiu esta quarta-feira em Bissau o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tenente-General Batista Tagme Na Waie.

Na Waie falava na cerimónia de lançamento do Programa de Reestruturação e Modernizacao do sector da Defesa e Segurança, instrumento através do qual o governo guineense e a comunidade internacional pretendem adequar os efectivos militares e para-militares às reais necessidades da Guiné-Bissau.

Mais do que uma determinação, o anúncio público do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas terá, seguramente, um efeito sensibilizador junto dos militares e para-militares, uma vez que muitas dúvidas pairam sobre a aceitação ou não dessas reformas.

"Estamos inteiramente de acordo com as reformas porque vão permitir-nos descansar," disse Tagme Na Waie - que também pediu que se façam reformas condignas.

"Só tememos que não sejam reformas tais como as outras em que os reformados receberam tabaco ou que levem depois as pessoas a empurar carinhos de mão no mercado de Bandim."

Elogios

O compromisso do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Guineenses com o processo de reformas foi elogiado pelo ex-presidente da República, Henrique Pereira Rosa.

"O General Tagme Na Waie foi muito firme. Denotou-se convicção nas suas palavras e nos propósitos que o animam. Oxalá consiga transmitir aos seus camaradas essa vontade demonstrada."

As reformas no sector da defesa e seguranca visam dotar a Guiné-Bissau de efectivos estritamente indispensáveis.

São encaradas como uma possibilidade para se assegurar uma estabilidade duradoura, visto que um dos focos de instabilidade na Guiné-Bissau são, reconhecidamente, as forças de defesa e segurança.

O programa ora lançado deve durar cinco anos e está orçado em mais de 100 milhões de dólares norte-americanos.

Devido às dificuldades financeiras da Guiné-Bissau, receia-se que a sua implementação venha a enfrentar dificuldades.

Intervindo no acto do lançamento do programa de reformas, o representante do Secretário-Geral da ONU em Bissau, Shola Omorigie advertiu que o verdadeiro desafio para o sucesso do programa depende da forma como o governo e a comunidade internacional continuarão a trabalhar em parceria para, entre outros objectivos, assegurar o apoio e a assistência contínuos e a apropriação nacional do processo.

Marciano Silva Barbeiro, o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, disse que o seu governo está consciente do desafio lançado.

"Estou convicto de que o governo está consciente dessa situacao e, com apoio da comunidade internacional, tal como nos diferentes momentos de um passado recente da sua história, saberá vencer mais um desafio que é chamado a enfrentar; a adopção de uma força de defesa e segurança moderna, bem organizada e profundamente republicana."

O lançamento do Programa de Reestruturação e Modernizacao do sector da Defesa e Segurança coincidiu com o Dia dos Combatentes Guineenses da Liberdade da Pátria.

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