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Última actualização: 06 Novembro, 2007 - Publicado em 18:42 GMT
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Ultra-pobreza precisa de novas estratégias
Criança africana
Na África sub-Sahariana está a crescer o número de ultra-pobres
Uma nova pesquisa indica que as pessoas mais pobres do mundo - os "ultra-pobres - estão sem quaisquer possibilidades de escapar da sua situação. Os ultra-pobres" constituem um conjunto populacional similar ao do sétimo maior país do mundo.

A maior parte dos especialistas define a pobreza absoluta como sendo "viver com menos de um dólar por dia."

Este novo estudo, efectuado pelo Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares, baseado em Washington, usa o conceito da ultra-pobreza.

Como "ultra-pobres" são definidas as pessoas que vivem com menos de meio dólar por dia.

Segundo Mark Doyle, o correspondente da BBC para Questões Internacionais, o crescimento económico está a ajudar algumas populações pobres, mas os ultra-pobres continuam muito longe dos limites da sobrevivência humana.

O estudo do Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares diz que o número de pessoas a viver com menos de um dólar por dia caiu nos últimos 15 anos graças ao crescimento económico na China e noutras partes do leste asiático.

Estes avanços económicos também contribuiram para uma queda ligeira no número absoluto dos ultra-pobres, ou seja, pessoas que sobrevivem com menos de meio dólar.

África sub-Sahariana

Mas a queda é tão pequena que praticamente não tem relevância; na verdade, na África sub-Sahariana o número de ultra-pobres aumentou.

Ao todo, o mundo tem 162 milhões de ultra-pobres, um número similar ao do total dos habitantes do Paquistão.

O Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares diz que, geração após geração, essas pessoas não têm escapatória da sua má sorte e não estão a ser ajudadas pelos tradicionais programas de assistência.

Ruth Vargas Hill, uma das autoras do relatório diz que essas pessoas não têm meios financeiros para a educação dos filhos, não têm bens para o seu auto-sustento em tempos difíceis e vivem em áreas remotas.

"O isolamento é uma preocupação muito forte para este grupo de pessoas. Não têm acesso à educação e têm muito poucos bens materiais. Sem a criação real de programas que tenham em conta estes factores não será possível ajudar estes ultra-pobres."

Os ultra-pobres vivem principalmente na África sub-Sahariana e no sul da Ásia.

E o estudo diz que países nestas duas regiões terão que rever as suas estratégias de desenvolvimento se os quiserem ajudar.

Isso inclui uma maior aproximação das áreas marginais e uma maior inclusão dos grupos minoritários na economia, na assistência médica e na educação.

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