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Corrupção entrava desenvolvimento e combate à pobreza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Transparência Internacional disse que a luta contra a corrupção deve estar no centro dos esforços para se atingirem os objectivos do milénio para a redução da pobreza global. No seu relatório anual sobre corrupção, aquela organização diz que mais de dois terços dos 159 países cobertos pela sua sondagem têm o que considera serem problemas sérios. Um dos temas dominantes no último relatório da Transparência Internacional é a ideia de que a corrupção entrava o desenvolvimento nos países mais pobres. Os mais corruptos Esses países ocupam a parte final da tabela das nações vistas como sendo corruptas. Este ano, o Chade e o Bangladesh estão nos últimos lugares. Iftekhar Zaman é o director-executivo da Transparência Internacional no Bangladesh.
"A situação no Bangladesh é tal que a corrupção está a aumentar. O nível de corrupção é muito elevado. Há corrupção política e nos serviços públicos. Praticamente todos os sectores do funcionalismo público e de prestação de serviços públicos estão afectados". Pobreza A Transparência Internacional diz que a corrupção é uma importante causa da pobreza bem como uma barreira ao seu combate. A organização diz que o fenómeno está a dificultar os esforços para se alcançarem os objectivos de desenvolvimento do milénio - as metas internacionais acordadas para a redução, nos próximos dez anos, da pobreza e dos problemas e ela ligados. O relatório diz que o investimento estrangeiro é mais baixo em países vistos como sendo corruptos. E a Transparência Internacional alerta para o facto dos 19 países pobres que beneficiaram de um plano internacional de alívio da dívida terem, todos eles, graves problemas de corrupção. Dívida externa Há o perigo de o dinheiro disponibilizado do pagamento da dívida ir parar a contas privadas ou ser mal gasto em projectos mal elaborados. Mas Iftekhar Zaman acredita que a tabela classificativa da Transparência Internacional pode também ser vista como um incentivo para que os países vistos como sendo os mais corruptos comecem a combater este fenómeno. "O que a tabela faz é alertar as pessoas para pressionarem os seus respectivos governos no sentido de introduzirem reformas". Os menos corruptos Apesar dos países mais ricos também não serem poupados no que toca à corrupção - alguns teriam mesmo piorado nos últimos anos - eles dominam o rol das nações menos corruptas. A Islândia e a Finlândia são vistas como os países menos corruptos do mundo. A situação de corrupção está a agravar-se em países como a Costa Rica, Rússia, Sri Lanka, Canadá e Irlanda. Mas nações onde as percepções de corrupção estão em queda incluem Hong Kong, Turquia e até mesmo a Nigéria - durante anos visto como um dos países mais corrupto do mundo. A pobreza dos ricos A Transparência Internacional diz que países africanos ricos em recursos naturais são vistos como sendo particularmente corruptos. A Nigéria, Angola, Guiné-Equatorial, Sudão e a República Democrática do Congo estão entre os 20 países vistos como sendo os mais corruptos do mundo. O relatório da Transparência Internacional é baseado na análise de um total de 16 áreas sondadas por 10 organizações independentes. As sondagens inquirem homens de negócio e analistas sobre os seus pontos de vistas em relação aos níveis de corrupção num determinado país. E é por essa razão que se trata de um relatório sobre percepções de corrupção. |
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