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ONU alerta para aumento de deslocados internos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados publicou hoje um relatório sobre a situação global de cidadãos com aquele estatuto, no qual sugere melhorias consideráveis. O documento confirmou a ideia de que o número de refugiados em todo o mundo tem vindo a decrescer consideravelmente, encontrando-se hoje ao nível mais baixo dos últimos 25 anos, nos 9,2 milhões de pessoas. Esta situação é justificada com a resolução de muitos conflitos em África e noutras regiões conturbadas do planeta. Mas a boa nova esconde outros dilemas, nomeadamente o agudizar da situação em torno dos deslocados internos. Deslocados internos geram preocupação Na apresentação pública do documento, intitulado Deslocados no Novo Milénio, o alto comissário para os refugiados, o português António Guterres, frisou que o número de deslocados internos tem vindo pelo contrário, a aumentar, situando-se agora nos 25 milhões de pessoas. "Há refugiados no interior de vários países. Infelizmente, por essa razão, estas pessoas não estão protegidas pela lei internacional. E essa é talvez a maior falha da comunidade internacional em termos de protecção e apoio", explicou Guterres.
Ainda de acordo com o alto comissário, "esta é uma matéria delicada, porque são os governos desses países que se deveriam encarregar deste problema, mas na maioria das vezes são esses governos que constituem o problema em vez da solução". António Guterres clarificou esta idea dizendo, "julgo que, por vezes, há governos que usam os deslocados internos como um instrumento político e de apoio às suas estratégias, sejam elas quais forem. E a situação dramática destes milhões de pessoas está de facto a ser usada por motivos políticos de uma forma inaceitável". Apelos à acção Segundo Guterres, esta situação é a maior falha da comunidade internacional em matéria de ajuda humanitária; e acrescenta que se tem vindo a confundir o estatuto de asilo político com o de imigrante ilegal, situação que tem prejudicado aqueles que são refugiados genuinos. Merrill Smith da Comissão Norte-Americana para os Refugiados e Imigrantes, com sede em Washington, disse que a comunidade internacional se deve concentrar na resolução dos problemas dos refugiados de longa duração: "A maioria dos refugiados não se encontram numa situação de emergência; são por outro lado forçados a viver segregados em campos, ou proíbidos de viver uma vida normal, proíbidos de trabalhar, de possuir terra, durante décadas por vezes até gerações. É uma situação a que chamamos de armazenagem de refugiados".
A agência para os refugiados das Nações Unidas, assim como outras organizações humanitárias, apontam os ataques de 11 de Setembro em Nova Iorque como uma das razões para o crescente sentimento de desconfiança e clima de hostilidade relativamente a estrangeiros. E em jeito de remate, Guterres frisa a enorme generosidade dos países mais pobres, que ao aceitarem verdadeiras vagas de refugiados - que Guterres diz ascenderem aos milhões - acabam por colocar uma pressão maior sobre o ambiente, economia e populações locais, dando assim um exemplo aos países mais ricos. | LINKS LOCAIS Chade promete não expulsar refugiados de Darfur17 Abril, 2006 | Notícias Menos pedidos de asilo nos países industrializados17 Março, 2006 | Notícias Sudaneses contra planos da ONU para Darfur08 Março, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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