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Chade promete não expulsar refugiados de Darfur | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Agência de Refugiados das Nações Unidas diz que recebeu garantias do Chade de que não expulsará duzentos mil refugiados sudaneses. O anúncio foi feito depois de conversações ontem à noite, entre o chefe da agência de refugiados António Guterres, e o presidente do Chade, Idriss Deby. Na semana passada o presidente Deby tinha ameaçado expulsar os refugiados que fugiram do conflito em Darfur em retaliação ao que o Chade dizer ter sido um ataque de rebeldes apoiados pelo Sudão contra a capital do Chade, N'Djamena. O Chade acolhe duzentos mil refugiados de Darfur. Preocupação A maioria vive em campos ao longo da fronteira e com o aumento da tensão entre o Sudão e o Chade, aumentam também as preocupações com a segurança dos refugiados da Agência de Refugiados da ONU, HCR.
O Alto Comissário da Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, manifestou essa preocupação em declarações que fez depois do ataque dos rebeldes contra a capital N'djamena. Guterres apelou a todas as partes para evitarem envolverem os campos de refugiados no conflito: "Mais de duzentos mil refugiados de Darfur estão agora numa posição extremamente vulnerável e eu apelo a todas as partes envolvidas no conflito no Chade a respeitarem completamente o carácter humanitário e civil desses campos, a não os envolverem no conflito e a levarem em consideração o facto de que essas pessoas já sofreram muito. Seria absolutamente inaceitável fazê-los sofrer de novo os horrores da guerra e a eventual necessidade de fugir. E para ser honesto, olhando para a região, nem sequer podemos saber para onde eles poderiam fugir." disse António Guterres. Ameaça A ameaça feita na semana passada pelo presidente Idriss Deby de expulsar os refugiados levou António Guterres a interromper as suas férias da Páscoa para manter conversações pelo telefone com o Presidente Deby. Guterres diz agora que o presidente do Chade lhe prometeu que os refugiados podem ficar onde estão. Não haverá regressos forçados e por conseguinte não haverá violação da lei internacional. Mas continua a haver ansiedade no que respeita à segurança dos refugiados. Qualquer regresso a Darfur tornará muito difícil ajudá-los. As agências humanitárias, como o Programa Alimentar Mundial e o Comité Internacional da Cruz Vermelha, dizem que a contínua violência em Darfur está a restringir as suas operações na região e a manter a insegurança ao longo da fronteira do Chade. A Agência de Refugiados da ONU adverte agora que a menos que a comunidade internacional haja com rapidez para estabelecer a paz em Darfur, a estabilidade de toda a região, incluindo a dos países vizinhos, estará ameaçada. | LINKS LOCAIS Chade corta relações diplomáticas com o Sudão14 Abril, 2006 | Notícias Violentos confrontos na capital do Chade13 Abril, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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