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Última actualização: 17 Abril, 2006 - Publicado em 18:38 GMT
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Chade promete não expulsar refugiados de Darfur
Idriss Deby, presidente do Chade
O presidente Deby voltou atrás na sua ameaça de expulsar os refugiados de Darfur
A Agência de Refugiados das Nações Unidas diz que recebeu garantias do Chade de que não expulsará duzentos mil refugiados sudaneses.

O anúncio foi feito depois de conversações ontem à noite, entre o chefe da agência de refugiados António Guterres, e o presidente do Chade, Idriss Deby.

Na semana passada o presidente Deby tinha ameaçado expulsar os refugiados que fugiram do conflito em Darfur em retaliação ao que o Chade dizer ter sido um ataque de rebeldes apoiados pelo Sudão contra a capital do Chade, N'Djamena.

O Chade acolhe duzentos mil refugiados de Darfur.

Preocupação

A maioria vive em campos ao longo da fronteira e com o aumento da tensão entre o Sudão e o Chade, aumentam também as preocupações com a segurança dos refugiados da Agência de Refugiados da ONU, HCR.

António Guterres, Alto Comissário da ONU para os Refugiados
António Guterres interrompeu as férias da Páscoa para negociar com Idriss Deby

O Alto Comissário da Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, manifestou essa preocupação em declarações que fez depois do ataque dos rebeldes contra a capital N'djamena.

Guterres apelou a todas as partes para evitarem envolverem os campos de refugiados no conflito:

"Mais de duzentos mil refugiados de Darfur estão agora numa posição extremamente vulnerável e eu apelo a todas as partes envolvidas no conflito no Chade a respeitarem completamente o carácter humanitário e civil desses campos, a não os envolverem no conflito e a levarem em consideração o facto de que essas pessoas já sofreram muito.

Seria absolutamente inaceitável fazê-los sofrer de novo os horrores da guerra e a eventual necessidade de fugir. E para ser honesto, olhando para a região, nem sequer podemos saber para onde eles poderiam fugir." disse António Guterres.

Ameaça

A ameaça feita na semana passada pelo presidente Idriss Deby de expulsar os refugiados levou António Guterres a interromper as suas férias da Páscoa para manter conversações pelo telefone com o Presidente Deby.

Guterres diz agora que o presidente do Chade lhe prometeu que os refugiados podem ficar onde estão.

Não haverá regressos forçados e por conseguinte não haverá violação da lei internacional.

Mas continua a haver ansiedade no que respeita à segurança dos refugiados.

Qualquer regresso a Darfur tornará muito difícil ajudá-los. As agências humanitárias, como o Programa Alimentar Mundial e o Comité Internacional da Cruz Vermelha, dizem que a contínua violência em Darfur está a restringir as suas operações na região e a manter a insegurança ao longo da fronteira do Chade.

A Agência de Refugiados da ONU adverte agora que a menos que a comunidade internacional haja com rapidez para estabelecer a paz em Darfur, a estabilidade de toda a região, incluindo a dos países vizinhos, estará ameaçada.

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