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Violentos confrontos na capital do Chade | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Segundo notícias, a capital do Chade, N´Djamena, está calma depois de horas de violentos combates entre o exército governamental e uma coluna de rebeldes. O Presidente Idriss Deby disse que as suas forças repeliram uma incursão rebelde contra a cidade e que agora esta tudo sob controle. Uma correspondente da BBC na cidade de N´Djamena disse ter visto corpos de 7 pessoas, que se acredita serem rebeldes, perto do edifício do parlamento, onde se desenrolam fortes confrontos. Pouco depois das 6 e meia da manhã, hora local, puderam escutar-se violentos tiros de artilharia pesada nos arredores de N´Djamena. O Presidente Idriss Deby diz que continuava a controlar a situação e que os rebeldes estavam a ser derrotados, com muitos capturados. Agressão externa O portavoz do Ministério francês da Defesa, Jean-François Bureau, disse hoje que o ataque rebelde contra o Presidente Idriss Deby constituia uma " agressão externa" contra o Chade. Também em entrevista à Rádio France Internacional, disse que o acordo militar entre a França e o Chade não implicava necessáriamente obrigações francesas de defesa do regime. Segundo Hancock, um dos correspondente da BBC em N´Djamena, há notícias contraditórias sobre a entrada dos rebeldes na capital, mas faz-se claro que o exército está a combater um grande assalto por parte dos rebeldes, aparentemente apoiados pelo Sudão. Há igualmente notícias não confirmadas das agências humanitárias de que, no leste, tem havido violentos ataques de artilharia na cidade fronteiriça de Adré, palco de um ataque rebelde em Dezembro passado. Petróleo O correspondente da BBC para assuntos econômicos, Mark Gregory, diz que a grande maioria dos 10 milhões de chadianos dependem da agricultura de subsistência, com um dos padrões de vida mais baixos do mundo. Mas o país possuiu uma importante fonte de riqueza, que é o petróleo, produto que começou a ser explorado nos últimos anos. Segundo o nosso correspondente, muitas vezes estas tensões políticas são, em parte, provocadas pela ambição dos que querem apropriar-se dessas riquezas. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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