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CNE adia anúncio da data da segunda volta | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão Nacional de Eleições adiou para a próxima semana o anúncio da data da segunda volta das eleições presidenciais. Depois do recuo de Kumba Yalá, anunciado em Dakar, no Senegal, a CNE vai poder organizar o mais rapidamente possível a segunda volta das eleições, e, em geral, pensa-se que a data será o dia 24 de Julho. O Partido da Renovação Social, PRS, era, até aqui, a única formação política que protestava contra os resultados eleitorais sem, no entanto, fazer recurso aos mecanismos estabelecidos pela lei para o efeito. Protestos Ainda assim, os seus protestos fizeram com que a CNE suspendesse a divulgação dos resultados definitivos, aguardando que o PRS desse entrada - por escrito e com provas - às suas reclamações. Isso não aconteceu até que Kumba Yalá decidiu, na segunda-feira, em Dakar, aceitar os resultados eleitorais "em nome da preservação da paz e da democracia". Acredita-se que a mudança de posição de Kumba Yalá tenha a ver com as acções de sensibilização que a União Africana e a CEDEAO desencadearam junto dos três candidatos mais votados nas eleições presidenciais guineenses. Entretanto, em entrevista à BBC, o Malam Bacai Sanhá, manifestou-se convicto da vitória sobre o seu adversário Nino Vieira. Contactos Mas, observadores em Bissau, considerando o peso dos apoiantes de Kumba Yalá, que ficou em terceiro lugar, consideram Bacai Sanhá como o menos favorito, uma vez que os apoiantes de Yalá poderão preferir Nino Vieira. De qualquer modo, o candidato não escondeu a realização de contactos para "garantir a vitória", não revelando porém mais pormenores. De notar que Kumba Yalá recolheu mais de cem mil votos, que serão decisivos na escolha do próximo presidente da Guiné-Bissau. |
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