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Kumba Yalá aceita resultados das eleições | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O antigo presidente da Guiné-Bissau, Kumba Yalá, declarou que aceita os resultados que o colocam em terceiro lugar nas recém-realizadas eleições presidenciais. Mas reiterou a sua alegação de que vencera o escrutínio - que vai ser decidido no próximo mês numa segunda volta entre os candidatos Malam Bacai Sanhá e Nino Vieira. Discursando perante diplomatas no vizinho Senegal - depois de ter mantido negociações com o Presidente Abdoulaye Wade - Kumba Yalá disse que aceitava os resultados no interesse da paz e da democracia. Conciliatório No domingo Yalá dissera em Dakar que os resultados eleitorais haviam sido falseados. Mas na segunda-feira à noite pareceu mais conciliatório. Nenhum dos candidatos conseguiu 50% dos votos e uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados terá lugar entre os dias 17 e 24 de Julho. Malam Bacai Sanhá, do PAIGC, no poder, obteve 158 mil votos; o ex-presidente Nino Vieira, que concorreu como independente, conseguiu 129 mil votos; e Kumba Yalá, apoiado pelo Partido da Renovação Social, somou 111 mil votos. Instabilidade Estas eleições presidenciais foram vistas como uma chance para acabar com vários anos de instabilidade na Guiné-Bissau. O Conselho de Segurança das Nações Unidas saudou o escritínio - que teve uma adesão de 80% dos eleitores. Kumba Yalá, um antigo professor de filosofia, foi deposto num golpe militar em 2003 mas, em Maio de 2005 auto-declarou-se chefe de Estado e tentou ocupar o Palácio Presidencial em Bissau. Popularidade Ele fora eleito em 2000 depois de uma guerra civil que provocou milhares de mortos, feridos e deslocados. Inicialmente popular, ele foi deposto pelos militares depois do seu governo ter dissolvido o Parlamento e não ter convocado novas eleições. Entretanto, as autoridades da Guiné-Bissau libertaram, na segunda-feira, os apoiantes do Partido da Renovação Social, PRS, detidos 3 dias antes na capital do país. Os incidentes que precederam a sua detenção provocaram dois mortos entre os manifestantes - que protestavam contra os resultados das eleições presidenciais. |
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