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CNE da G-Bissau anuncia segunda volta eleitoral | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A data da segunda volta das terceiras eleições presidenciais da Guiné-Bissau será decidida hoje em reunião plenária da Comissão Nacional de Eleições. Depois do recuo de Kumba Yalá, anunciado em Dakar, no Senegal, a CNE vai poder organizar o mais rapidamente possível a segunda volta das eleições. O Partido da Renovação Social, PRS, era, até aqui, a única formação política que protestava contra os resultados eleitorais sem, no entanto, fazer recurso aos mecanismos estabelecidos pela lei para o efeito. Protestos Ainda assim, os seus protestos fizeram com que a CNE suspendesse a divulgação dos resultados definitivos, aguardando que o PRS desse entrada - por escrito e com provas - às suas reclamações. Isso não aconteceu até que Kumba Yalá decidiu, na segunda-feira, em Dakar, aceitar os resultados eleitorais "em nome da preservação da paz e da democracia". Acredita-se que a mudança de posição de Kumba Yalá tenha a ver com as acções de sensibilização que a União Africana e a CEDEAO desencadearam junto dos três candidatos mais votados nas eleições presidenciais guineenses. Convocação Malam Bacai Sanhá, Nino Vieira e Kumba Yalá foram chamados a Dakar pelo presidente senegalês, Abdoulaye Wade - o detentor do dossier na Guiné-Bissau na UA. Kumba Yalá, que se auto-proclamara vencedor da primeira volta das eleições, disse que conquistara 38% dos votos - contra 28% de Sanhá e 26% de Nino Vieira. A decisão de Kumba Yalá de aceitar os resultados oficiais do escrutínio do passado dia 19 de Junho mereceu felicitações em Bissau. Para Alaji Malam Mané, o presidente da CNE, Kumba Yalá merece ser felicitado pela aceitação dos resultados divulgados pelo organismo que dirige. "A CNE sauda e felicita o Doutor Kumba Yalá porque é assim em democracia; quem ganha, ganha. E quem perde, deve saber perder". |
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