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Assinalado o Dia Mundial de Luta Contra a Pobreza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Assinala-se hoje o Dia Mundial de Luta contra a Pobreza. Uma sondagem de opinião publicada aqui na Grã-Bretanha mostra um grande apoio a mais acções nessa área. Não há área da vida política em que, de forma rotineira, se quebram mais promessas do que na do desenvolvimento internacional. Metas O principal objectivo das Nações Unidas - de redução, para metade, das pessoas que vivem na pobreza - deve ser atingido até 2015. Pelas tendências actuais, serão necessários 150 anos para se atingir essa meta. E isso não é algo novo. Foi há mais de 30 anos que o mundo desenvolvido prometeu encaminhar 0,7% do seu PIB para assistência ao desenvolvimento. Nos anos 90 na Grã-Bretanha a ajuda ao desenvolvimento foi, na verdade, reduzida. 'Descontos' E apesar do orçamento para o Ministério do Desenvolvimento Internacional ter duplicado desde a chegada ao poder do Partido Trabalhista, em 1997, o 'desconto' total de 0,7% do PIB nacional não será feito antes de 2013. Não há dúvidas em relação ao apoio do público para que haja mudanças. Metade dos inquiridos na sondagem efectuada pela YouGov - e cujos detalhes foram publicados hoje - disseram que a meta de 0,7% deve ser atingida, o mais tardar, até 2010. Três quartos dos inquiridos querem que as nações ricas cancelem as dívidas impagáveis contraídas pelos países em desenvolvimento. Alterações E um número ainda mais elevado de britânicos - 88% - quer que as regras comerciais sejam alteradas por forma a favorecer as nações mais pobres. O grande problema é a falta de qualquer promessa dos Estados Unidos. Nas reuniões preliminares para a cimeira do G8, que terá lugar em Julho na Escócia, os funcionários norte-americanos mostraram-se receptivos a quaisquer planos de ajuda - desde que não tenham de desembolsar dinheiro. E sabe-se que sem mudanças significativas da maior economia do mundo não haverá as grandes mudanças que fariam a diferença. Os Estados Unidos estão presentemente no fim da tabela dos países desenvolvidos, contribuindo com menos de 0,2% do seu PIB para o mundo em desenvolvimento. |
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