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Líderes mundiais debatem pobreza em Nova Iorque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes mundiais reunem-se na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, esta segunda-feira, no início da sua Assembleia Geral anual, na esperança de dar mais energia a uma campanha global para erradicar a fome. Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem na pobreza absoluta, com menos de um dólar por dia. Quase um terço destas pessoas vivem na África sub-sahariana. Os líderes mundiais esperam chamar a atenção para o fosso crescente entre pobres e ricos e para a incapacidade de obter 50 mil milhões de dólares por ano para ajudar mais de mil milhões de pessoas a escaparem da pobreza extrema e começarem a partilhar da prosperidade global. Mais de 50 chefes de estado e de governo chegam a Nova Iorque um dia antes do início da Assembleia Geral para participarm em encontros em torno do tema "Fontes Inovadoras de Financiamento para Aliviar a Fome e a Pobreza", proposta pelo presidente brasileiro Inácio Lula da Silva. O correspondente da BBC, Dan Isaacs, considera que a Organização das Nações Unidas impôs a si mesma objectivos ambiciosos na luta contra a pobreza e a fome. Ao assumir e tentar realizar esses desafios planetários, a ONU sempre teve detractores.
Os seus objectivos para o Milénio 2000 incluem a redução para metade do número de pessoas que vivem na pobreza extrema, assegurar que todas as crianças tenham uma educação escolar elementar, acesso a água potável, e vencer a luta contra o HIV/SIDA, tudo até ao ano 2015. Através de organismos como o Programa Alimentar Mundial, a ONU fornece ajuda de emergência em momentos de desastre, de origem humana ou natural. Numerosos outros pequenos organismos da ONU trabalham incansavelmente objectivos a longo prazo. Mas financiar programas ambiciosos de erradicação da pobreza nem sempre é feito com prontidão pelos estados membros. E embora progressos limitados tenham sido feitos, em algumas regiões - nomeadamente na África sub-sahariana e partes da Ásia - quaisquer progressos correm o risco de ficar aquém dos objectivos do milénio até ao ano 2015. No meio disto, a presença de uma burocracia pesada e por vezes lenta a reagir. Mas os apoiantes da ONU argumentarão que num mundo complexo e interdependente, as Nações Unidas constituem um fórum para debate e um meio de actuar em uníssono para enfrentar alguns dos problemas mundiais mais difíceis de tratar. |
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