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Última actualização: 20 Setembro, 2004 - Publicado em 14:27 GMT
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Líderes mundiais debatem pobreza em Nova Iorque
Crianças africanas
A África sub-sahariana é uma das zonas mais afectadas pela pobreza
Líderes mundiais reunem-se na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, esta segunda-feira, no início da sua Assembleia Geral anual, na esperança de dar mais energia a uma campanha global para erradicar a fome.

Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem na pobreza absoluta, com menos de um dólar por dia. Quase um terço destas pessoas vivem na África sub-sahariana.

Os líderes mundiais esperam chamar a atenção para o fosso crescente entre pobres e ricos e para a incapacidade de obter 50 mil milhões de dólares por ano para ajudar mais de mil milhões de pessoas a escaparem da pobreza extrema e começarem a partilhar da prosperidade global.

Mais de 50 chefes de estado e de governo chegam a Nova Iorque um dia antes do início da Assembleia Geral para participarm em encontros em torno do tema "Fontes Inovadoras de Financiamento para Aliviar a Fome e a Pobreza", proposta pelo presidente brasileiro Inácio Lula da Silva.

O correspondente da BBC, Dan Isaacs, considera que a Organização das Nações Unidas impôs a si mesma objectivos ambiciosos na luta contra a pobreza e a fome.

Ao assumir e tentar realizar esses desafios planetários, a ONU sempre teve detractores.

Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil
A iniciativa deste encontro partiu do presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva

Os seus objectivos para o Milénio 2000 incluem a redução para metade do número de pessoas que vivem na pobreza extrema, assegurar que todas as crianças tenham uma educação escolar elementar, acesso a água potável, e vencer a luta contra o HIV/SIDA, tudo até ao ano 2015.

Através de organismos como o Programa Alimentar Mundial, a ONU fornece ajuda de emergência em momentos de desastre, de origem humana ou natural.

Numerosos outros pequenos organismos da ONU trabalham incansavelmente objectivos a longo prazo.

Mas financiar programas ambiciosos de erradicação da pobreza nem sempre é feito com prontidão pelos estados membros.

E embora progressos limitados tenham sido feitos, em algumas regiões - nomeadamente na África sub-sahariana e partes da Ásia - quaisquer progressos correm o risco de ficar aquém dos objectivos do milénio até ao ano 2015.

No meio disto, a presença de uma burocracia pesada e por vezes lenta a reagir.

Mas os apoiantes da ONU argumentarão que num mundo complexo e interdependente, as Nações Unidas constituem um fórum para debate e um meio de actuar em uníssono para enfrentar alguns dos problemas mundiais mais difíceis de tratar.

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