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'Choques' causarão desaceleração do Brasil, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional estima que a economia brasileira está enfrentando ''uma série de choques'' que deverão provocar a sua desaceleração a partir do ano que vem. De acordo com Charles Collyns, diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas do FMI, estes diversos choques são ''as condições financeiras internacionais, que estão piorando, a crescente escassez de liquidez - que explica as pressões sobre a moeda brasileira - e o fato de o Brasil ser um grande exportador de commodities, cujos preços estão caindo''. Em seu relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta quarta-feira, o fundo estimou que o Brasil crescerá 3,5% em 2009, taxa inferior à projeção deste ano, de 5,2%. O fundo estima ainda que a taxa de inflação para este ano ficará em 5,7%, contra 3,6%, em 2007, e deverá ser de 5,1% no ano que vem. Câmbio Segundo Collyns, ''haverá menos crescimento, e a queda da taxa de câmbio por si só vai ser um componente a mais para a pressão inflacionária''. Mas o economista diz que ''como o Brasil é uma grande economia, o efeito dominante deverá ser o da desaceleração do crescimento, nem tanto o da taxa de câmbio''. E isso, avalia Collyns, deveria ser usado como uma oportunidade para que o Banco Central possa voltar suas atenções em outra direção, ''a de começar a cortar taxas de juros se a perspectiva de crescimento continuar a deteriorar''. ''Como o Brasil foi muito prudente em suas políticas macroeconômicas nos últimos anos, ele poderá se beneficiar das bases que criou'', comentou. O diretor-adjunto afirma que o Brasil tem recentemente respondido com rapidez a problemas específicos, como a falta de liquidez nos mercados e feito um uso apropriado de suas vastas reservas. Mas acrescenta que ''poderá não haver espaço para ajustar a política monetária se os riscos ao crescimento prosseguirem''. |
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