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Atualizado às: 08 de outubro, 2008 - 08h54 GMT (05h54 Brasília)
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Grã-Bretanha anuncia pacote de US$ 880 bi para salvar bancos
Alistair Darling, ministro das Finanças britânico
O ministro das Finanças, Alistair Darling, passou a manhã dando entrevistas para explicar o pacote
O governo britânico anunciou detalhes de um pacote no valor de até 500 bilhões de libras esterlinas (o equivalente a cerca de US$ 880 bilhões) para resgatar o sistema bancário do país.

Inicialmente será disponibilizado um capital extra para oito dos maiores bancos britânicos. Em troca dos recursos adicionais, o governo receberá ações preferenciais dessas instituições (ações sem direito a voto, mas com prioridade na distribuição de dividendos, que são uma parte do lucro da empresa).

O dinheiro será usado para dar apoio ao sistema bancário, que viu a cotação de suas ações despencar nas últimas semanas, em num momento em que os bancos lutam por acesso a recursos.

Como parte do pacote, mais 200 bilhões de libras esterlinas (o equivalente e cerca de US$ 350 bilhões) serão disponibilizados pelo Banco da Inglaterra (o banco central britânico) para empréstimos de curto-prazo, com o objetivo de dar liquidez aos bancos.

A crise atual foi causada, em parte, pela relutância dos bancos de emprestarem dinheiro uns aos outros, e o governo espera que agora este problema possa ser resolvido. Será estabelecida, também, uma companhia especial para fornecer até 250 bilhões de libras (o equivalente a cerca de US$ 437 bilhões) em garantias de empréstimo para bancos.

Os bancos que confirmaram participação no esquema são: Abbey, Barclays, HBOS, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide Building Society, Royal Bank of Scotland e Standard Chartered.

O Tesouro britânico afirmou que outros bancos poderão pedir para ser incluídos no plano.

Apesar do anúncio do pacote, o índice FTSE 100 da bolsa de valores de Londres abriu em baixa de 3,9%. Mas as ações de bancos tiveram alta, lideradas pelo HBOS, com uma valorização de 26% após queda acentuada na terça-feira.

Restrições

O analista econômico da BBC Robert Peston, disse que serão impostas condições para os bancos que aceitarem o dinheiro do governo.

Entre elas estão restrições ao pagamento de executivos dos bancos e de dividendos para os demais acionistas das instituições.

"Tomar o dinheiro do contribuinte não será uma licença para operar como se fosse em esquema normal", afirmou Peston.

Espera-se que o acordo estimule o fluxo de dinheiro nos mercados e garanta o futuro do sistema bancário.

"Eles conseguiram capital adicional agora e, se quiserem, têm uma fonte ilimitada de liquidez", disse Terry Smith, diretor executivo da corretora Tullett Prebon.

"Isto certamente deve estancar o pânico em termos de pessoas imaginando se os bancos são sólidos ou não."

O pacote foi bem recebido pelos bancos.

"O anúncio do governo representa uma intenção séria e muito real da parte das autoridades, depois de consultas com a indústria bancária para trazer estabilidade (...) ao sistema bancário britânico", disse nota do HBOS.

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