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Crise 'perigosa' faz FMI reduzir previsões até 2009 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional divulgou nesta quarta-feira novas previsões para a economia mundial em 2008 e 2009, jogando um balde de água fria nas expectativas de crescimento em todas as regiões do mundo até o fim do ano que vem. Em seu novo Panorama Econômico Mundial, a instituição calcula que a economia mundial deve desacelerar "rapidamente" neste ano e continuar a cair no ano que vem, até atingir níveis não observados desde 2002. Só a partir de então pode haver espaço para uma recuperação "moderada", diz o relatório. Para o mundo, a expectativa do FMI é de que a economia cresça 3,9% em 2008 e 3% em 2009 – o menor nível em sete anos. A região da América do Sul e México deve crescer 4,6% agora e desacelerar para 3,1% em 2009, estimou o Fundo. O Brasil é um dos poucos países para o qual o Fundo elevou suas estimativas de crescimento neste ano – 5,2%, em linha com outras previsões feitas pelo mercado. No ano que vem, no entanto, a expectativa é de uma forte desaceleração para 3,5%. As novas projeções sombrias são divulgadas menos de três meses depois de a instituição ter revisado – para cima – as expectativas de crescimento para a economia mundial. Crise 'perigosa' O relatório justifica a reavaliação com base em um "panorama global mais fraco, preços mais baixos de commodities e condições de financiamento externo mais difíceis". Para o FMI, a turbulência atual é "o choque financeiro mais perigoso nos mercados desenvolvidos desde os anos 1930". O fundo elevou ligeiramente – para 1,6% – a previsão de crescimento dos Estados Unidos neste ano, mas cortou drasticamente a projeção para o ano que vem. A expectativa é de que a economia americana cresça apenas 0,1% em 2009. Para a China, as previsões se mantiveram em 9,7% este ano, mas foram reduzidas para 9,3% em 2009. A partir do fim de 2009, o Fundo prevê que diversos fatores podem sentar as bases para uma recuperação gradual. Os principais seriam a estabilização do preço das commodities, ainda que no seu nível mais alto em 20 anos, e o fôlego oferecido pelas economias emergentes. O FMI diz ainda acreditar que, no fim do ano que vem, a crise no mercado imobiliário americano terá atingido o fundo do poço, e a ajuda governamental às empresas em crise poderá ter os efeitos sentidos com mais clareza. Entretanto, a instituição alertou: a recuperação será ainda "modesta", e "excepcionalmente gradual em relação a (recuperações) passadas". |
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