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Unctad defende intervenção para conter 'crise do século' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um documento divulgado nesta terça-feira pela Unctad, a agência da ONU para comércio e desenvolvimento, defende a intervenção estatal para evitar danos maiores ao sistema financeiro e à economia real. A agência chama a atual crise financeira global de "crise do século" e diz que a ameaça de "derretimento" da economia trouxe os governos de volta ao centro das atenções. "Governos e bancos centrais são os únicos atores capazes de estabilizar os mercados em tempos em que a confiança se perdeu e outros atores estão tentando cortar gastos ou sanar seus balanços a qualquer preço para evitar ir à falência", afirma o documento. Na avaliação da Unctad, apesar de a "socialização das perdas" associada à megaoperação de resgate proposta pelo governo americano ter atraído muitas críticas, não restava outra opção aos Estados Unidos. "Diante dos riscos para a estabilidade financeira e a economia doméstica, o governo não tinha escolha a não ser dar segurança para algumas das maiores instituições ameaçadas", diz o documento. A análise da Unctad afirma que esta não é a hora para "lutas ideológicas", mas sim para "soluções pragmáticas". Regulamentação De acordo com o documento da Unctad, a ajuda dos governos e planos de resgate não devem ser de graça nem à custa do contribuinte. No futuro, segundo o organismo da ONU, as instituições precisam ser tratadas como bancos de depósitos e observar uma regulamentação mais severa. "Políticas regulatórias devem ter como objetivo aumentar a transparência de produtos do mercado financeiro", diz o texto. "Para isso, existem algumas determinações de nível nacional e internacional." A primeira determinação, segundo a Unctad, seria reavaliar o papel de agências de avaliação de crédito. Para o órgão da ONU, essas agências devem resolver problemas de informação e aumentar a transparência - e parecem ter feito exatamente o contrário nesta crise. A segunda medida é criar incentivos para instrumentos financeiros mais simples, que possam ser melhor compreendidos pelos participantes nos mercados financeiros. A Unctad também recomenda limitar o envolvimento dos bancos com agências que têm pouca regulamentação e forçar os bancos a manter em seus registros parte dos empréstimos que fazem. Inflação Para a Unctad, as respostas internacionais à crise que exageram as preocupações com a inflação são equivocadas. "O risco de uma depressão ou período prolongado de baixa nos mercados é mais importante, e a desaceleração vai reduzir ainda mais o preço dos produtos." "Além disso, não existem muitas provas de que os aumentos de preços e salários parecidos com os que desencadearam a inflação na década de 70 sejam uma ameaça real no momento", afirma o documento. A agência da ONU diz que apenas em poucos países foram concedidos aumentos nominais de salários que excederam de forma consistente o crescimento das taxas de produtividade do trabalho em um volume maior do que se pode tolerar em termos de inflação. "A deflação, e não a inflação, pode ser o principal desafio da política econômica", avalia a Unctad. |
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