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Presidente do Bird defende entrada de emergentes no G-7 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert B. Zoellick, defendeu nesta segunda-feira uma reforma no G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) para ajudar a solucionar a crise financeira global. Segundo ele, organismo deveria ser transformado em um “Grupo de Direcionamento”, com a presença de economias emergentes como o Brasil. “O G-7 não está funcionando. Precisamos de um grupo melhor para um tempo diferente”, disse Zoellick em um discurso no Instituto Peterson, em Washington. “Para uma melhor cooperação econômica e financeira, nós deveríamos considerar a formação de um novo grupo que incluiria o Brasil, a China, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e os países do atual G-7”, afirmou. Falando antes do encontro anual entre o Banco Mundial e o FMI, marcado para esta semana, Zoellick afirmou que o novo grupo deve ser mais do que um simples substituto do G-7. Para ele, o grupo deve ser capaz de se adaptar às novas circunstâncias, incluindo os países emergentes e servindo como uma rede de relacionamentos para interação frequente. “Precisamos de um Facebook para a diplomacia econômica multilateral”, disse Zoellick, referindo-se a um popular site de relacionamentos da Internet. Multilateralismo O presidente do Banco Mundial afirmou que o multilateralismo econômico deve ser redefinido além de seu foco tradicional em finanças e comércio. Para ele, energia, mudanças climáticas, e a estabilidade de Estados que saíram de situações de conflitos são também problemas econômicos e não apenas parte do diálogo global sobre segurança e meio ambiente. Este novo multilateralismo, segundo Zoellick, deve dar o mesmo valor ao desenvolvimento e às finanças, “se não o mundo continuará sendo um lugar instável”. Ele afirmou ainda que o sistema de ajuda às economias não está funcionando suficientemente bem e deve ser capaz de se mover mais rápido para ajudar aqueles que são mais vulneráveis à crise. Zoellick também afirmou que o Banco Mundial precisa de reformas e anunciou a criação de uma comissão liderada pelo ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo para estudar modernizações no órgão. Efeitos da crise O presidente do Bird também alertou para os efeitos da crise financeira internacional. “Os acontecimentos de setembro podem ser um momento sem volta para muitos países em desenvolvimento. Uma queda nas exportações, assim como o fluxo de capitais, podem levar a uma queda drástica nos investimentos”. Zoellick também declarou que a desaceleração do crescimento e a deterioração das condições financeiras, combinadas com o aperto monetário, podem ser o gatilho de mais falências de negócios e possíveis emergências bancárias. Ele afirmou que alguns países podem cair em crises de pagamento. “E como sempre, os mais pobres são os mais indefesos”. Eleições nos EUA Zoellick também falou sobre a eleição presidencial nos Estados Unidos, marcada para o próximo dia 4 de novembro. Segundo ele, o próximo presidente terá que agir além da “luta pela estabilização financeira” para administrar as conseqüências econômicas da crise. “Quem quer que vença as eleições terá que trabalhar com outros líderes para modernizar o sistema multilateral na medida em que há necessidade de se dividir a responsabilidade pela saúde e o funcionamento da economia global”. |
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