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Câmara dos EUA aprova pacote de US$ 700 bilhões | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Câmara dos Representantes (deputados federais) dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira o pacote de US$ 700 bilhões para ajudar empresas que estão passando por dificuldades devido à crise econômica que atinge o país. Um total de 263 representantes votou a favor do pacote e 171 votaram contra, a maioria deles republicanos. Os representantes haviam rejeitado uma versão anterior do pacote na última segunda-feira, o que desencadeou quedas significativas nas principais bolsas de valores do mundo. O projeto foi então modificado, incluindo mais US$ 150 bilhões em gastos, e aprovado na quarta-feira pelo Senado. Ele agora deve agora seguir para sanção do presidente George W. Bush – o que pode acontecer ainda nesta sexta-feira. A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, mostrou satisfação com o resultado da votação. “Com essa legislação e US$ 700 bilhões nós inovamos na forma de lidar com esta crise”, disse. Debate Durante o debate na Câmara que antecedeu a votação, muitos legisladores citaram a preocupação com as dificuldades financeiras enfrentadas por membros de suas bases eleitorais e questionaram se o pacote iria ajudar a maior parte dos cidadãos americanos. Rahm Emmanuel, um deputado democrata, disse que ajudar as empresas a equilibrar suas contas é “o primeiro passo”. “O próximo passo é fazer algo pelos talões de cheque das famílias de classe média e ajudá-las a vencer os desafios que enfrentam.” Outro democrata, Peter DeFazio, declarou que continuaria votando contra a proposta, como fizera na segunda-feira. “Não (autorizem o presidente) George Bush a fazer um uso sem precedentes da força financeira sob a ameaça de armas de destruição em massa financeiras”, disse. Já o republicano John Boehner disse que o projeto podia não ser perfeito, mas reconheceu que era “hora de agir”. Mais proteção O principal objetivo do plano é comprar os papéis podres de instituições financeiras em dificuldades. Com as mudanças no Senado, o projeto passou a incluir mais proteção a poupanças e alguns cortes fiscais. A medida beneficiaria os contribuintes americanos. O presidente Bush havia pedido que o Congresso aprovasse o pacote com urgência. Tanto líderes democratas como republicanos disseram que pressionariam seus partidários na Câmara para que apoiassem o projeto revisado. |
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