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Atualizado às: 08 de outubro, 2008 - 07h43 GMT (04h43 Brasília)
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Temor de recessão global faz bolsas despencarem na Ásia
Índices financeiros em Tóquio. Foto: AP
O índice Nikkei atingiu o menor nível desde junho de 2003
A extensão da crise financeira e o receio de uma recessão a nível global fizeram as bolsas asiáticas fecharem a quarta-feira em queda acentuada.

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou o pregão em queda de 9.4% - o menor nível desde junho de 2003.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 5.5% e o principal índice do mercado australiano perdeu 5%.

A queda segue a tendência observada na terça-feira nos Estados Unidos, quando as bolsas atingiram os níveis mais baixos dos últimos cinco anos.

O Dow Jones, principal índice de Wall Street, subiu um pouco durante o dia, mas fechou o pregão em baixa de 5.1%. O índice perdeu cerca de 13% de seu valor nas últimas cinco sessões.

Os recentes esforços dos governos europeus e dos Estados Unidos para reforçar os mercados de crédito fracassaram em tranqüilizar os investidores, receosos de que a extensão da crise financeira possa levar a uma recessão global.

Segundo analistas, a reação do mercado também reflete a preocupação sobre a segurança das instituições bancárias ao redor do mundo.

Medidas

Na terça-feira, o presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano), Ben Bernanke, chegou a afirmar que o governo estava lidando com uma "crise de proporções históricas".

Bernanke sinalizou que o governo pode cortar as taxas de juros de curto prazo para tentar frear a crise e aquecer a economia americana.

O presidente americano, George W.Bush, telefonou para os líderes da França, Grã-Bretanha e Itália com objetivo de discutir medidas para lidar com a atribulação dos mercados.

Bush pediu uma ação coordenada dos principais países industrializados para combater a crise de crédito.

Londres

Nesta quarta-feira, o governo britânico anunciou um pacote de resgate dos bancos britânicos afetados pela crise.

O anúncio do ministro das Finanças, Alistair Darling, foi feito antes da abertura dos mercados europeus numa tentativa de impulsionar as bolsas no continente depois de dias de queda acentuada.

Apesar disso, o índice FTSE da bolsa de Londres abriu a quarta-feira em baixa de 2%.

Os esforços dos governos europeus para controlar a crise ganharam novas proporções na terça-feira. Os países da União Européia decidiram aumentar para 50 mil euros (cerca de R$ 143 mil) por cliente a garantia mínima às contas bancárias privadas no caso de falência de um banco do bloco. O valor garantido anteriormente era de 20 mil euros.

O aumento das garantias representou a primeira medida concreta tomada de forma conjunta pela UE para enfrentar a atual crise financeira.


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