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Bush: Intervenção no mercado é essencial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira em Washington que em um mercado livre o governo só deve agir quando é necessário e que agora essa ação não é apenas aconselhável, mas "essencial". "A economia americana está enfrentando um desafio sem precedentes. Estamos respondendo com medidas sem precedentes", afirmou Bush. O presidente disse ainda que o governo vai pedir ao Congresso que aprove um amplo plano para salvar a economia, que deve incluir a compra de créditos podres do mercado imobiliário do país. "Agora não é a hora para política partidária." Pouco antes do anúncio de Bush, o Secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou que o plano para salvar o mercado americano da atual crise financeira irá custar "centenas de bilhões de dólares", mas que o resgate custará às famílias americanas "muito menos do que a alternativa, a continuidade da falência de uma série de instituições financeiras e o congelamento dos mercados de crédito". Mercados Paulson falou sobre o custo do plano que está sendo elaborado pelo governo americano durante uma breve entrevista nesta sexta-feira em Washington. "A segurança financeira de todos os americanos depende da nossa habilidade de recolocar as nossas instituições financeiras de pé." O secretário disse ainda que é preciso "atacar as causas do problema". O governo dos EUA anunciou na noite de quinta que está trabalhando em um plano para frear a crise financeira que derrubou mercados em todo o mundo nesta semana. As linhas gerais do plano foram discutidas em um encontro entre Paulson, o presidente do Fed, o Banco Central americano, Ben Bernanke, e membros do Congresso em Washington. Acredita-se que o plano deve incluir a criação de um fundo para absorver os créditos podres que estão espalhados pelo mercado. Paulson confirmou nesta sexta que continuará trabalhando nos detalhes do plano durante o final de semana e que a crise vai exigir a criação de uma nova legislação para lidar com os problemas de créditos. Desde o anúncio inicial, na quinta-feira à noite, os mercados de ações começaram a ter grandes recuperações. Na Ásia, O índice Nikkei, do Japão, subiu 3,8%. O índice da bolsa de Xangai, na China, se recuperou de uma baixa recorde de 22 meses, e teve alta de 9,5%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 9,5%. O mercado americano também apresentou grandes altas desde a abertura e tem sido acompanhado por outros mercados, como a Bolsa de Valores de São Paulo, que chegou a subir 9% no meio da manhã. |
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