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EUA recomendam a cidadãos evitar viagens à Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Num comunicado publicado na sua página oficial na internet, a Embaixada dos Estados Unidos na Bolívia recomenda a cidadãos americanos que não viajem para o país andino - e se possível, que o deixem. "O Departamento de Estado autorizou a partida do pessoal não indispensável e de todos os familiares de pessoal da Embaixada. E sugere aos cidadãos americanos desistir das viagens para a Bolívia que não sejam essenciais", diz o texto. No mesmo comunicado afirma-se: "Cidadãos americanos são estimulados a deixar o país, se a situação permitir. Se ficarem, devem permanecer atentos". No texto, informa-se que quase todos os aeroportos do país já estão em funcionamento, à exceção dos aeroportos de Cobija, no Departamento (Estado) de Pando, além de Tarija e de Beni. "Cidadãos americanos devem estar atentos aos bloqueios de estradas e evitar áreas onde manifestações são realizadas", afirma-se. "Você deve saber que mesmo as demonstrações que pretendem ser pacíficas podem acabar em confronto entre manifestantes e seguranças e escalar para a violência." Advertência O alerta do Departamento de Estado americano vai na mesma direção das recomendações dadas aos cidadãos britânicos pelo Ministério de Exterior britânico. Em uma revisão de suas recomendações de viagem para o país publicada na segunda-feira, o governo britânico aconselha a evitar os Departamentos de Tarija, Santa Cruz e Pando – este último sob estado de sítio –, províncias opositoras onde têm se registrado vários episódios de instabilidade. O último comunicado americano sobre a Bolívia foi divulgado no dia 12 de setembro passado. Na primeira linha, afirma-se que o objetivo é "alertar" os cidadãos americanos para a "instabilidade social" e a "segurança na Bolívia". O texto recomenda que se, por acaso, o cidadão encontrar um "bloqueio de estrada", deve sair dali "o quanto antes". Nas últimas semanas, destaca-se, os protestos tornaram-se "violentos" nos cinco Departamentos governados pela oposição ao governo central. "Greves, passeatas, ocupações de edifícios públicos e a interferência em serviços, como de gás", descreve o texto. "Ninguém pode prever o que vai acontecer no futuro próximo", destaca. Consulado Nos dois comunicados da Embaixada americana na Bolívia orienta-se os cidadãos americanos a se cadastrarem nos consulados ou a atualizarem seus dados nas representações diplomáticas. Foi com este mesmo objetivo que brasileiros que vivem em Santa Cruz de la Sierra formaram filas, nos últimos dias, no Consulado do Brasil, para preencher a formalidade chamada "matrícula consular". Na fila, muitos diziam, na semana passada, que em caso de emergência, nestes tempos de crise na Bolívia, o Consulado teria como localizá-los. As recomendações da Embaixada americana foram feitas pouco depois que o presidente Evo Morales determinou, na quarta-feira passada, a saída do embaixador dos Estados Unidos do país. Na segunda-feira, o embaixador Philip Goldberg fez um discurso de despedida que foi transmitido pelas emissoras de TV bolivianas. |
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