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Atualizado às: 13 de setembro, 2008 - 23h38 GMT (20h38 Brasília)
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Oposição quer 'expulsar venezuelanos e cubanos' do país

Integrantes da Igreja Protestante pedem paz em manifestação em Santa Cruz
Integrantes da Igreja Protestante pedem paz em manifestação em Santa Cruz
O presidente da União Juvenil Cruzenha, David Sejas, disse à BBC Brasil que os venezuelanos e cubanos que vivem em Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento (estado) de Santa Cruz, "devem" deixar a cidade e a região da meia-lua (opositora) até segunda-feira.

"Eles não são bem-vindos no nosso país. Queremos Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija livres do comunismo", disse Sejas. "Na segunda-feira vamos entrar nos consulados, nas embaixadas, nas casas e tirá-los de lá. Queremos que saiam. Eles só vieram fazer baderna no nosso país", disse.

A União Juvenil Cruzenha faz parte da estrutura do Comitê Cívico Santa Cruz – reduto da oposição ao governo do presidente Evo Morales.

Desde o início da gestão Morales, que tomou posse em janeiro de 2006, líderes da oposição criticam a presença de "assessores" venezuelanos e cubanos na Bolívia.

'Intervenção'

Na quinta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que usaria a "intervenção armada no país", caso a oposição tente derrubar o presidente boliviano.

No dia seguinte, sexta-feira, o chefe das Forças Armadas da Bolívia, general Luis Trigo, disse ser contra a "ingerência" estrangeira no país.

"Ao senhor presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e à comunidade internacional declaramos que as Forças Armadas rejeitam, enfaticamente, intromissões externas de qualquer índole, venham de onde venham", disse Trigo.

Pouco depois, o presidente do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, Branko Marinkovic, afirmou, diante das câmeras de TV: "O general Trigo deveria explicar, então, como permite a assessoria de venezuelanos. E como pode ser que o presidente Morales use helicópteros venezuelanos".

Avião apedrejado

No fim do ano passado, um grupo de bolivianos apedrejou um avião da Força Aérea da Venezuela na pista do aeroporto de Riberalta, no departamento de Beni.

O avião se dirigia para Rio Branco, no Brasil, mas teria sido obrigado a pousar no local para abastecer. Aos gritos de "fora" e "basta de ingerência", eles tentaram chegar ao avião, que acabou decolando.

Na ocasião, a imprensa local informou que os moradores tinham informações de que o avião carregava "armamentos", mas nada teria sido encontrado, como se informou mais tarde.

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