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Rice chega à Geórgia em busca de solução para conflito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou a capital da Geórgia, Tbilisi, nesta sexta-feira, para buscar uma solução para o conflito do país com a Rússia, iniciado há uma semana. Rice deve reafirmar o apoio dos Estados Unidos à Geórgia e tentar convencer o presidente Mikhail Saakashvili a assinar um acordo de cessar-fogo intermediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy - como presidente da União Européia - , na terça-feira. A secretária de Estado, no entanto, disse antes da viagem que o objetivo imediato é a retirada das tropas russas da Geórgia. Ela não tem planos de ir a Moscou. Rússia e Geórgia concordaram com os termos do documento, mas Saakashvili se recusou a assiná-lo, pedindo mais detalhes. Em visita à França na quinta-feira, Rice recebeu o documento das mãos de Sarkozy e vai apresentá-lo formalmente ao presidente georgiano. O acordo prevê que os dois lados retornem às suas posições originais de antes do início do conflito, mas a Geórgia acusa os russos de violar o acordo ao manter militares em território georgiano, fora das regiões da Ossétia do Sul e Abecásia. Os russos continuam em controle da estratégica cidade de Gori, fora da Ossétia do Sul e a 70 km da capital georgiana, Tbilisi, depois que uma tentativa de patrulhamento conjunto com a polícia georgiana fracassou. Os russos dizem que já começaram a devolver o controle de Gori à polícia da Geórgia, mas insistem que a permanência das suas tropas na cidade é necessária para manter a lei e a ordem. Autoridades da Geórgia se dirigiram a Gori nesta sexta-feira para negociar com os russos a entrega da cidade, que serviu de base para o ataque georgiano contra à Ossétia do Sul. Desde então, a cidade se tornou um ponto estratégico e foi tomada pelos russos, que revidaram a incursão das tropas da Geórgia contra a região separatista. Integridade territorial Após ser recebida por Sarkozy, a secretária de Estado americano, Condoleeza Rice, disse que “chegou a hora de pôr um ponto final na crise”. Ela disse que tanto os Estados Unidos como a França apóiam a integridade territorial da Geórgia e acusaram a Rússia de desrespeitar a trégua. Por sua vez, Sarkozy pediu aos dois lados “que consolidem o cessar das hostilidades e acelerem a volta das tropas russas às suas posições originais antes do dia 7 de agosto”. O presidente francês, que também detém o comando rotativo da União Européia, disse que a França planeja apresentar um esboço de resolução ao Conselho de Segurança da ONU que inclua os seis pontos estabelecidos no acordo de cessar-fogo. Pressão A correspondente da BBC em Tbilisi, Natalia Antelava, disse que o governo espera que a visita de Rice aumente a pressão sobre Moscou para criar condições que permitam o retorno de milhares de refugiados que buscam a proteção na capital contra ataques nas cidades próximas à Ossétia do Sul. A chanceler alemã, Angela Merkel, também deve se unir aos esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito no Cáucaso. Em reunião nesta sexta-feira com o presidente russo, Dmitry Medvedev, no resort de Sochi, no Mar Negro, Merkel pedirá à Rússia que adote uma postura mais pacífica em relação à Geórgia e respeite a integridade territorial do país vizinho. Mas para o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, “as pessoas podem esquecer qualquer conversa sobre a integridade territorial da Geórgia” porque, segundo ele, “seria impossível convencer a Ossétia do Sul e a Abecásia a concordar em voltar a pertencer ao estado georgiano”. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, fez um alerta aos russos na quinta-feira de que a não retirada de Geórgia poderia prejudicar as relações entre Moscou e Washington por anos. |
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