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EUA prometem ajuda humanitária à Geórgia
Avião americano em Tbilisi
A ajuda humanitária chegou a Tbilisi em avião militar
O primeiro carregamento de suprimentos enviado pelos Estados Unidos chegou à capital georgiana, Tbilisi, a bordo de um avião militar, horas depois que o presidente americano, George W. Bush, prometeu enviar ajuda humanitária à Geórgia, seu tradicional aliado na região do Cáucaso que se envolveu nos últimos dias em um conflito militar com a Rússia.

"Esperamos que a Rússia assegure que as linhas de comunicação e transporte, incluindo portos, aeroportos, rodovias e espaço aéreo permaneçam abertas para o trânsito de ajuda humanitária e de civis", afirmou.

O emissário especial dos Estados Unidos à região, Matthew Bryza, disse que esta foi a primeira carga de várias que vão chegar por mar e ar. Segundo Bryza, o material será direcionado para milhares de pessoas desabrigadas dentro da Geórgia.

Bush, que fez suas declarações a jornalistas na Casa Branca na quarta-feira e pediu ainda à Rússia que "mantenha sua palavra" e ponha fim às hostilidades com o vizinho.

"Os Estados Unidos da América apóiam o governo democraticamente eleito da Geórgia. Insistimos que a soberania e a integridade territorial da Geórgia sejam respeitadas", afirmou o presidente americano. "A Rússia deve manter sua palavra para pôr fim à crise."

Bush também disse que enviará a secretária de Estado, Condoleezza Rice, à região.

Ela viajará a Paris, na França - país que hoje comanda a Presidência da União Européia -, e à capital da Geórgia, Tbilisi, afirmou o presidente.

Antes de embarcar para a primeira etapa de sua viagem, Rice disse: "Este não é 1968 e a invasão da Tchecoeslováquia onde a Rússia pode ameaçar um vizinho, ocupar uma capital, derrubar um governo e não sofrer conseqüências."

"As coisas mudaram", concluiu a secretária de Estado.

União Européia

Rússia e Geórgia se acusam mutuamente de romper um cessar-fogo imediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que tem como um dos pontos principais o recuo de todas as tropas às áreas onde se encontravam antes do início dos conflitos, no fim da semana passada.

Nesta quarta-feira, ministros do Exterior da União Européia disseram que pretendem enviar monitores – mas não uma força – à Geórgia, desde que com o apoio da ONU.

"Estamos determinados a agir e pediu-se à Comissão (Européia) e aos altos representantes que preparem esta intervenção", disse o ministro francês do Exterior, Bernard Kouchner, após uma reunião com os chanceleres do bloco.

"É difícil dizer que estamos otimistas. Estamos animados com o que vimos hoje de manhã. Porém, precisamos fazer isto via ONU."

O repórter da BBC em Bruxelas Dominic Hughes disse que o encontro deixou transparecer divergências dentro do bloco sobre como conduzir as relações com a Rússia no futuro.

Segundo ele, a Polônia e os países bálticos querem um esfriamento dos laços, defendendo que Moscou enfrente conseqüências pela intervenção na Geórgia.

Outra posição, adotada por Alemanha e Itália, é mais cautelosa ao enfatizar que os canais de comunicação com a Rússia devem permanecer abertos, diz o repórter.

Missões de paz

A Rússia lidera uma missão de paz na Ossétia do Sul e na Abecásia, duas regiões separatistas que tentam romper os laços com Tbilisi desde o início dos anos 1990.

Nesta quarta-feira, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, disse que caráter internacional da força poderia ser "reforçada" na zona de conflito.

"(A força) provavelmente necessita de novas funções, porque é extremamente importante monitorara as ações da Geórgia", disse Lavrov.

Para o ministro russo, os georgianos faziam parte da força de paz na Ossétia do Sul "mas acabaram se revelando traidores e covardes".

Uma das razões alegadas pela Rússia para a atual intervenção é que tropas georgianas estariam cometendo violência contra simpatizantes do separatismo.

Além disso, Moscou acusa as Forças Armadas do país de conduzir operações militares que poriam em risco a vida de cidadãos russos e membros russos da força de paz na província separatista.

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