BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 28 de julho, 2008 - 23h51 GMT (20h51 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Doha: Disputa entre emergentes 'não afeta Brasil no longo prazo'
Celso Amorim (foto de arquivo)
Para analistas, proposta aceita pelo Brasil era a possível no contexto
A disputa entre os países do G20 em relação à proposta apresentada pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) na Rodada Doha não deverá afetar o Brasil no longo prazo, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

A proposta, apresentada na última sexta-feira por Pascal Lamy, foi aceita pelo Brasil, enquanto recebeu críticas de países como Argentina e Índia.

"Não se pode falar em ruptura definitiva (no G20)", diz Rabih Nasser, professor de direito internacional do GV Law, da Fundação Getúlio Vargas.

Segundo Nasser, esses países do G20 "se beneficiam da liderança que o Brasil teve" e não devem abandonar o grupo.

"Todo mundo tem consciência de que o G20 traz benefícios para todos", diz Nasser.

Em relação ao Mercosul, Nasser também afirma que as divergências em torno da Rodada Doha não terão efeitos de longo prazo.

"É improvável. São poucos os países se sentindo contrariados. Argentina e talvez Venezuela", afirma.

"Há interesses maiores em jogo. Não é de interesse de nenhum país do Mercosul causar esfacelamento", diz Nasser.

"Todos dependem do Brasil, a começar pela Argentina."

A imprensa argentina chegou a dizer que os países do Mercosul entenderam como "traição" o apoio brasileiro à proposta.

A Índia critica especialmente os parâmetros estabelecidos para a aplicação do mecanismo de salvaguarda especial para a agricultura.

Proposta

Segundo os analistas ouvidos pela BBC Brasil, a proposta aceita pelo Brasil era a possível dentro do contexto das negociações.

"Todo mundo queria mais, mas nesse contexto isso é o que foi obtido", afirma Ricardo Caldas, professor do Instituto de Ciência Política da Unviersidade de Brasília (UnB).

"Divergências sempre vão existir. O objetivo é obter um consenso mínimo. Para isso, todos têm que ceder", diz Caldas.

Ele afirma que o objetivo do Brasil "não é ter a liderança do G20, e sim ter resultado nas negociações comerciais".

Segundo Caldas, "o G20 é uma estratégia para obter esses resultados".

O diretor-geral do Icone (Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais), André Nassar, afirma que a ruptura ocorre do lado argentino e indiano, não por parte do Brasil.

"O Brasil está fazendo o que tinha que fazer", diz Nassar.

O professor Rabih Nasser, do GV Law, afirma que "os outros países é que estão com posições um pouco extremadas".

"O Brasil viu que seus interesses estavam atendidos dentro do nível de ambição que se pode esperar a essa altura", afirma Nasser.

"Não impede que se tente acomodar as necessidades dos outros países", diz.

Negociadores na reunião da OMC em GenebraRodada Doha
Polêmica sobre salvaguarda ameaça acordo.
Doha'La Nacion'
Posição do Brasil na OMC é vista como 'traição' ao Mercosul.
Kamal Nath, ministro indiano de comércioRodada Doha
Índia reclama e é acusada de dificultar acordo.
Presidente Luis Inácio Lula da SilvaRodada Doha
Lula diz que acordo na OMC 'não quebra solidariedade'.
Celso AmorimRodada Doha
Amorim: 'proposta não é ideal, mas é o que podemos pagar'.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade