BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 26 de julho, 2008 - 12h23 GMT (09h23 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Lula: acordo na OMC 'não quebra solidariedade'

Lisboa (Portugal) - O presidente de Portugal, Cavaco Silva, o escritor António Lobo Antunes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrega do Prêmio Luiz de Camões 2007 Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula participou da entrega do prêmio Luis de Camões em Lisboa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado em Lisboa que a posição do Brasil de fechar o acordo da rodada de Doha, cujas negociações ocorrem em Genebra, não foi uma “quebra de solidariedade” com os outros parceiros do G-20.

O presidente disse que acredita que o acordo vai ser fechado pelos outros participantes do G-20 nas negociações da Organização Mundial do Comércio, a OMC.

“O Brasil não quebrou solidariedade nenhuma. Participamos do G-20, queremos que o acordo seja de interesse do G-20, mas vocês hão de convir que dentro do G-20 temos assimetrias e disparidades enormes entre os países. Os interesses dos países não são os mesmos, embora nós precisemos encontrar um denominador comum”, disse Lula.

Segundo o presidente, o G-20 não ficará dividido em consequência de o Brasil ter aceito a proposta apresentada pelos Estados Unidos e União Européia na negociações de Genebra.

Falando após o anúncio de um investimento da Embraer de 148 milhões de euros em Portugal, o presidente mostrou otimismo a respeito do acordo que está sendo discutido na OMC.

“Eu continuo acreditando que nós vamos fechar o acordo. Para mim, as divergências são normais porque elas envolvem muitos interesses, envolvem países, envolvem milhares de empresários. O importante é que haja a decisão políticia de fazer o acordo, porque ele será bom para o mundo”.

Na defesa da posição brasileira, Lula procurou assumir o papel de porta-voz dos países mais pobres.

“E não falo isso pelo Brasil, proque o Brasil é competitivo na agricultura, tem tecnologia, tem terra e tem água. Falo pelos outros países menores da América Latina, pelos países africanos, que precisariam de flexibilização do mercado europeu e do fim dos subsídios americanos para poderem colocar os seus produtos nesses mercados.”

Para o presidente, é necessário que os países ricos entendam o que significa livre comércio. “O mundo rico precisa compreender que liberdade de comércio significa não apenas eles quererem vender, significa também eles terem disposição de comprar”.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade