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Inflação é recorde de 17 anos nos EUA e sobe na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A taxa de inflação nos Estados Unidos registrou no mês passado a maior aceleração em 17 anos, impulsionada por custos de energia - que também provocaram uma alta nos preços na zona do euro. Nos Estados Unidos, o nível de preços subiu 5% em relação a junho de 2007, o que representa a maior aceleração anual desde 1991. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos chegou a divulgar que seria a maior aceleração desde 1982, mas lançou um boletim em seguida corrigindo a informação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho subiu 1,1% em relação a maio, a maior elevação mensal desde setembro de 2005, mês seguinte ao furacão Katrina. Os números refletem a alta dos preços de energia, que ficaram 6,6% mais caros em junho em conseqüência do aumento da gasolina, do gás natural e de gás para aquecimento. Anualizado, o centro da inflação (o chamado core), que exclui preços voláteis como o de alimentos e energia, ficou em 2,4%. O aumento dos preços preocupa analistas porque dificulta um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, no momento em que a economia sofre com as perdas do mercado imobiliário e o aperto em conseqüência da crise de crédito. Na terça-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, advertiu em uma audiência no Senado americano que a economia do país vive um momento de dificuldades e enfrenta desafios e riscos "significativos". Inflação na eurozona Do outro lado do Atlântico, nos 15 países da zona do euro, a inflação também teve um repique em junho: subiu 4%, acelerando a alta que foi de 3,7% em maio, de acordo com o relatório do Eurostat, o escritório europeu de estatísticas. Foi a alta mais expressiva desde o início da medição, em 1997, disse o Eurostat. O bloco adota uma meta de inflação de 2% ao ano. O centro da inflação pulou de 1,7% para 1,8% no mês passado, o que, para alguns analistas, indica que os preços de energia e alimentos começam a contaminar o resto da economia. Em relação a junho do ano passado, os preços de energia estão 16% mais caros na zona da moeda comum, o que se explica principalmente pela alta do petróleo, que ronda os US$ 140 no mercado internacional. No início do mês, o Banco Central Europeu (BCE) subiu de 4% para 4,25% as taxas básicas da área do euro. A medida, para conter a inflação, desperta temores de que isso afete o crescimento econômico dos 15 países que adotam a moeda comum. |
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