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Fed alerta para pressão de dólar fraco em inflação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Ben Bernanke, disse nesta terça-feira que o banco está "atento" ao dólar fraco pelo seu potencial impacto na inflação. "Os desafios que a nossa economia tem enfrentado no último ano têm gerado pressão sobre o valor de câmbio do dólar, o que tem contribuído para um aumento da inflação dos preços ao consumidor e de produtos importados", disse Bernanke, em uma declaração via satélite para uma conferência monetária em Barcelona. "Nós estamos atentos às implicações das mudanças no valor do dólar para a inflação e a expectativa de inflação e nós continuaremos a formular uma política de precaução contra riscos às duas partes do nosso mandato, incluindo o risco de uma erosão nas expectativas de inflação a longo prazo", afirmou. O mandato do Federal Reserve inclui as funções de manter a estabilidade dos preços e promover o máximo de emprego na economia americana. É a primeira vez que Bernanke faz comentários sobre as condições da moeda americana, assunto normalmente tratado pelo Tesouro. Bernanke não fez nenhum comentário específico sobre as próximas ações do Federal Reserve, mas sugeriu que não haverá cortes imediatos nas taxas de juros. "Por enquanto, a (nossa) política parece bem posicionada para promover crescimento moderado e estabilidade de preços. Nós estaremos, é claro, acompanhando a situação de perto e estamos preparados para agir de forma necessária a cumprir o nosso mandato", disse Bernanke. Empréstimos Em mais uma tentativa para amenizar a crise no setor financeiro, o Federal Reserve leiloou US$ 75 bilhões em empréstimos de curto prazo ao setor financeiro na segunda-feira. O leilão teve 73 participantes que pleiteavam fundos de US$ 95,9 bilhões, bem acima do valor disponível. Esse foi o 13º leilão que o Federal Reserve realizou desde meados de dezembro como parte da política de ajuda aos bancos por causa da crise de crédito. Os bancos têm se mostrado relutantes em emprestar uns aos outros, fazendo com que seja difícil para empresas e indivíduos conseguir empréstimos. |
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