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Atualizado às: 03 de junho, 2008 - 13h19 GMT (10h19 Brasília)
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Alta do petróleo é sinal para reduzir consumo, diz OCDE

Poluição em Pequim, China
Reunião discute diminuição da emissão de gases de efeito estufa
O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, afirmou nesta terça-feira que o aumento do preço do petróleo representa um sinal para que consumidores e empresas diminuam o uso do combustível.

Em um discurso na reunião anual dos países mais ricos do mundo, Gurría disse que seria "desastroso" reduzir os impostos sobre o combustível ou subsidiar os preços.

"A melhor solução para o preço alto do petróleo é (manter) o preço alto" para diminuir a demanda, afirmou.

Na reunião em Paris, os integrantes da OCDE tentarão elaborar um plano para enfrentar a mudança climática e diminuir os efeitos da crise financeira mundial.

Esta reunião anual da OCDE ocorre em um momento em que o mundo enfrenta uma desaceleração na economia e também o aumento do preço do petróleo, que recentemente bateu um novo recorde ao chegar a US$ 135 o barril nos mercados internacionais.

A organização está tentando reunir o setor empresarial, grupos de pressão e governos em um esforço para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e desacelerar o aquecimento global.

Nesta reunião, serão examinadas as possibilidades de aumento do consumo de energia nuclear e também dos biocombustíveis para atender à crescente demanda por energia.

Desaceleração

A OCDE também apresentará, em Paris, seu prognóstico para a economia mundial, que deve ser semelhante às previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado em abril, que previa uma desaceleração global mais longa e profunda do que se previa antes.

"Não podemos permitir que a desaceleração temporária na economia mundial nos distraia de algo que, dentro de 20, 30, 40 ou 50 anos, será o nosso maior desafio", disse Gurría à BBC.

Grande parte das discussões vai se concentrar na fragilidade atual dos mercados internacionais, apesar de vários bancos centrais terem injetado centenas de bilhões de dólares para tentar ajudar o sistema bancário.

Também participará da conferência o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, que deve destacar a necessidade de o banco permanecer em alerta contra as crescentes pressões inflacionárias na Europa, alimentadas pelo alto preço do petróleo.

Crise alimentar

A OCDE também vai discutir a crescente crise alimentar mundial.

Em um relatório divulgado na última semana de maio, apresentado junto com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a OCDE previa que os preços dos alimentos vão permanecer altos na próxima década.

E o documento também dizia temer que o aumento na produção de biocombustíveis possa prejudicar ainda mais os estoques mundiais de alimentos.

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