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Checos criam novo obstáculo para aprovação de tratado da UE | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes europeus reunidos na Cúpula da União Européia admitiram que a República Checa não está, no momento, inclinada a ratificar o Tratado de Lisboa - que já foi rejeitado pela Irlanda. Em uma declaração conjunta, os líderes do bloco reconhecem as razões da suspensão da ratificação checa, mas descartaram uma renegociação do tratado. O processo de ratificação pelo Parlamento checo teve que ser suspenso, depois que o Senado pediu à Corte Constitucional do país que averiguasse se o documento infringe a Constituição. Os dois dias de reunião da cúpula da UE foram dominados por discussões sobre os próximos passos a serem tomados depois da rejeição do tratado pela Irlanda. O Tratado de Lisboa substitui a Constituição européia - rejeitada, em 2005, em referendos na França e na Holanda - e pretende redefinir as instituições do bloco e o seu equilíbrio de poder. Todos os 27 países que compõem a União Européia precisam ratificar o tratado, para que ele seja colocado em prática em 2009. Destes, 19 já ratificaram o acordo, inclusive a Grã-Bretanha. Depois da Irlanda, a República Checa foi o primeiro país a demonstrar resistência na ratificação do documento. O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, chegou a afirmar durante a cúpula que não apostaria 100 coroas (cerca de R$ 9 reais) numa resposta afirmativa do Parlamento. Logo após o voto irlandês que rejeitou o documento, na semana passada, o presidente checo, Vaclav Klaus, disse que o veto "matou o Tratado de Lisboa". Restrições O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou durante a cúpula que a União Européia não poderá aceitar novos membros sem a ratificação do Tratado de Lisboa. Segundo Sarkozy, "não se pode dizer não para as reformas e sim para a expansão". O presidente francês afirmou ainda que pretende visitar a Irlanda quando a França assumir a Presidência rotativa da União Européia, em julho, para tentar encontrar uma solução para o impasse. De acordo com o correspondente da BBC em Bruxelas, Jonny Dymond, um diplomata presente na reunião descreveu os comentários de Sarkozy como uma "ameaça", que enviaria uma mensagem errada ao povo irlandês e também aos croatas e turcos, que esperam integrar o bloco. O presidente da Comissão Européia, (o órgão executivo da UE), José Manuel Barroso, disse que é preciso respeitar a decisão da Irlanda, mas que está confiante de que todos os países irão completar o processo de ratificação. "É inconcebível que um governo assine um tratado sem a intenção de ratificá-lo. É um princípio da lei internacional", disse Barroso. |
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