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Atualizado às: 20 de junho, 2008 - 08h53 GMT (05h53 Brasília)
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Sarkozy: 'UE não pode expandir sem ratificar Tratado'
O presidente francês, Nicolas Sarkozy. Foto: GERARD CERLES/AFP/Getty Images
Não há expansão sem reformas, disse o presidente francês
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou, durante a cúpula do bloco europeu, que a União Européia não poderá aceitar novos membros sem a ratificação do Tratado de Lisboa.

Segundo Sarkozy, "não se pode dizer não para as reformas e sim para a expansão".

A cúpula da UE foi tomada por discussões sobre a rejeição, em referendo popular, da Irlanda ao Tratado, que substitui a Constituição européia - rejeitada em referendos na França e na Holanda - e redefine as instituições do bloco e o seu equilíbrio de poder.

O presidente francês afirmou ainda que pretende visitar a Irlanda quando a França assumir a Presidência rotativa da União Européia, em julho, para tentar encontrar uma solução para o impasse.

De acordo com o correspondente da BBC em Bruxelas, Jonny Dymond, um diplomata presente na reunião descreveu os comentários de Sarkozy como uma "ameaça", que enviaria uma mensagem errada ao povo irlandês e também aos croatas e turcos, que esperam integrar o bloco.

Tratado

Todos os 27 países que compõem a União Européia precisam ratificar o Tratado, para que ele seja colocado em prática em 2009. Destes, 19 já ratificaram o acordo, inclusive a Grã-Bretanha.

Os líderes do bloco, que terminam o encontro nesta sexta-feira, optaram por prorrogar para outubro a decisão sobre o futuro do Tratado depois da rejeição da Irlanda.

Segundo Dymond, outra preocupação dos dirigentes do bloco é a postura da República Tcheca com relação à ratificação do acordo.

O primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, chegou a afirmar que não apostaria 100 coroas (cerca de R$ 9 reais) numa resposta afirmativa do Parlamento.

O presidente da Comissão Européia, (o órgão executivo da UE), José Manuel Barroso, disse que é preciso respeitar a decisão da Irlanda, mas que está confiante de que todos os países irão completar o processo de ratificação.

"É inconcebível que um governo assine um tratado sem a intenção de ratificá-lo. É um princípio da lei internacional", disse Barroso.

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