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Atualizado às: 21 de maio, 2008 - 19h47 GMT (16h47 Brasília)
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Após acordo, Líbano deve eleger presidente no domingo

Estudandes da cidade natal do general Michel Suleiman, Aamchit, comemoram sua indicação à presidência
Estudandes comemoraram indicação de Suleiman à Presidência
O Parlamento do Líbano anunciou nesta quarta-feira que a sessão que deve confirmar o comandante do Exército, general Michel Suleiman, como novo presidente do país irá ocorrer no próximo domingo, dia 25.

O anúncio foi feito depois da assinatura de um acordo entre a maioria governista e a oposição, liderada pelo movimento xiita Hezbollah, em Doha, capital do Catar.

O acordo de Doha, anunciado pela manhã depois de seis dias de negociações, colocou fim a 18 meses de uma crise política que levou o país à beira de uma guerra civil.

Ele estabelece a eleição de Suleiman, a votação de novas leis eleitorais - que irão valer para o pleito parlamentar de 2009 - e a formação de um novo governo de unidade nacional, com poder de veto para a oposição.

Armas do Hezbollah

Em seus discursos, líderes libaneses pró-governo e oposicionistas disseram que o Líbano foi o único vencedor do acordo, já que cada lado teve que ceder em suas exigências.

Mas analistas vêem os acordos em Doha como uma vitória da oposição, já que a maioria de suas exigências foi atendida, principalmente a prerrogativa de veto no futuro governo.

As negociações no Catar estiveram à beira do colapso, pois nenhum dos lados mostrava sinais de que iria recuar em suas exigências.

Os pontos mais sensíveis eram as novas leis eleitorais e as armas do grupo Hezbollah.

Os governistas queriam garantias de que o Hezbollah não usaria suas armas internamente e que houvesse uma futura discussão sobre o desarmamento do grupo.

Pelo acordo, os líderes libaneses prometeram não recorrer à violência para fins políticos, deixando para o novo presidente discutir com o Hezbollah a questão das armas.

Segundo analistas, a questão é se os dois lados cumprirão o que prometeram, já que, no passado, outros acordos foram rompidos.

Acampamento

Também nesta terça-feira, a oposição anunciou o fim do acampamento de seus militantes no centro de Beirute, erguido há 18 meses como forma de forçar a renúncia do primeiro-ministro Fuad Siniora.

O Líbano está sem presidente desde novembro de 2007, quando Emile Lahoud, que é pró-Síria, deixou o cargo ao fim de seu mandato.

Desde então, as duas facções políticas não conseguiam eleger seu sucessor.

A crise se intensificou quando o governo aprovou duas medidas que previam uma investigação da rede de telecomunicações do Hezbollah e a exoneração do chefe de segurança do aeroporto de Beirute porque ele seria simpatizante do grupo xiita.

As medidas provocaram revolta no Hezbollah, que respondeu com protestos em Beirute e outros pontos do país nos quais 67 pessoas morreram e 200 ficaram feridas.

O governo do Líbano acabou voltando atrás na quarta-feira passada, revogando as duas medidas contrárias ao Hezbollah.

Líbano
Repórter visita campo de refugiados.
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