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Atualizado às: 17 de abril, 2008 - 03h18 GMT (00h18 Brasília)
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Ramos-Horta volta ao Timor Leste dois meses após ataque
Policiais passam em frente a foto do presidente José Ramos-Horta na capital do Timor Leste, Díli
Presidente foi recebido em Dili por políticos e milhares de apoiadores
O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, voltou para casa nesta quinta-feira, dois meses depois de ser gravemente ferido em um ataque cometido por soldados rebeldes.

Desde o atentado, Ramos-Horta estava em um hospital em Darwin, no norte da Austrália.

A chegada do presidente à capital, Dili, foi acompanhada por milhares de pessoas, que portavam cartazes de boas-vindas.

Ramos-Horta foi recebido no aeroporto pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que também sofreu um ataque no mesmo dia do atentado contra o presidente, mas saiu ileso.

Também estavam no aeroporto ministros e o líder da oposição, Mari Alkatiri.

"Obrigado a todos vocês por seu apoio e solidariedade", disse Ramos-Horta ao ser recebido pela multidão.

Questionado sobre como se sentia, respondeu: "Estou bem".

Atentado

Ramos-Horta foi alvejado a tiros por rebeldes em frente à sua casa em Dili, no dia 11 de fevereiro.

Atingido nas costas e no peito, o presidente foi submetido a uma série de operações no hospital australiano e chegou a ficar 10 dias em coma induzido.

O médido que tratou de Ramos-Horta, Rui de Araujo, disse que o presidente está quase totalmente recuperado.

Em entrevista à rede de TV CNN, o presidente timorense lamentou que não possa mais andar livremente entre o povo, devido à segurança reforçada.

Durante o ataque contra o presidente, o líder rebelde Alfredo Reinado foi morto na troca de tiros com forças de segurança.

O grupo de ex-soldados liderado por Reinado protagonizou a onda de violência que varreu o Timor Leste em maio de 2006, após a expulsão de 598 militares do Exército.

Na ocasião, pelo menos 37 pessoas foram mortas em várias semanas de combates e mais de 150 mil timorenses foram obrigados a deixar suas casas.

José Ramos HortaRamos-Horta
Há 30 anos, ex-exilado é figura central em Timor.
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