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Atualizado às: 15 de fevereiro, 2008 - 05h48 GMT (03h48 Brasília)
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'Soldados australianos permanecerão no Timor Leste'
O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, chega a Dili
Rudd afirmou que os soldados australianos vão permanecer no Timor Leste
O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, afirmou que os soldados australianos vão permanecer no Timor Leste enquanto for necessário depois das tentativas de assassinato do presidente José Ramos-Horta e do primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Em sua segunda visita ao Timor Leste em apenas dois meses, Rudd afirmou que seu governo vai fazer tudo o que puder para garantir a democracia no Timor Leste.

"O Timor Leste é um Estado independente e democrático e vamos permanecer no Timor Leste enquanto o governo timorense permitir."

"Queremos ser parceiros de segurança do Timor Leste, sempre estaremos abertos aos pedidos de nossos amigos em Dili para o que for necessário no futuro", acrescentou o premiê australiano.

Durante a visita de três horas, Rudd se reuniu com o primeiro-ministro Xanana Gusmão, que escapou da tentativa de assassinato, ocorrida no mesmo dia em que o presidente Ramos-Horta foi ferido.

Ramos-Horta ficou gravemente ferido e está internado em um hospital da Austrália.

Soldados

A Austrália enviou mais 350 soldados das tropas de paz para a capital timorense, Dili, logo depois dos ataques.

Na reunião entre Gusmão e Rudd os dois líderes discutiram a situação econômica do país e problemas como o crescente desemprego.

"Garantir um emprego aos jovens do Timor Leste é bom para os negócios, mas também é bom para a estabilidade deste país em longo prazo", disse Rudd.

Gusmão agradeceu a ajuda da Austrália e a resposta rápida do país logo depois dos ataques.

"Nosso país é uma nação orgulhosa. Uma bala pode ferir o presidente, mas nunca poderá penetrar os valores da democracia", disse.

Funeral

A situação em Dili está calma desde a segunda-feira, apesar do temor de protestos e manifestações. O estado de emergência decretado por Xanana Gusmão ainda está em vigor.

Várias ordens de prisão foram emitidas para deter pessoas que estariam envolvidas com os ataques contra os líderes timorenses.

Ramos-Horta foi atingido em um ataque liderado por Alfredo Reinado, líder de um grupo de soldados expulsos do Exército em 2006.

Reinado foi um dos protagonistas da onda de violência que varreu o país em 2006, após sua expulsão junto com outros 598 militares.

Na ocasião, pelo menos 37 pessoas foram mortas em várias semanas de combates e mais de 150 mil timorenses foram obrigados a deixar suas casas.

As forças internacionais lideradas pela Austrália estão fazendo buscas nas colinas em volta da capital, procurando os rebeldes. Reinado foi morto no ataque contra a residência de Ramos-Horta.


José Ramos HortaRamos-Horta
Há 30 anos, ex-exilado é figura central em Timor.
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