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Atualizado às: 10 de agosto, 2007 - 14h56 GMT (11h56 Brasília)
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Casas são incendiadas em novos confrontos no Timor Leste
Casa incendiada no Timor Leste
País teve uma série de episódios de violência durante a semana
Várias casas foram incendiadas em dois distritos do Timor Leste, em meio aos protestos desencadeados pela posse do nome primeiro-ministro Xanana Gusmão, que assumiu o cargo na quarta-feira.

Os piores episódios ocorreram em Viqueque e Baucau, no leste, áreas do ex-partido de governo, o Fretilin. Grupos de jovens incendiaram prédios, forçando as pessoas a fugir.

Nas eleições parlamentares realizadas em junho, o Fretilin, liderado pelo ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, obteve mais votos que o partido de Gusmão, o Congresso Nacional para a Reconstrução do Timor Leste (CNRT).

No entanto, nenhuma das legendas obteve a maioria necessária para formar um governo.

Sem água

Episódios de violência foram registrados durante toda a semana, principalmente na capital, Dili, e também em Viqueque e Baucau.

Segundo a Missão da ONU no Timor Leste, um total de 142 casas foram queimadas nos dois distritos. Mas outras informações sugerem que o total foi bem maior.

O chefe de polícia de Viqueque, José de Carvalho, disse à agência de notícias Reuters que gangues incendiaram 200 casas no distrito, forçando cerca de mil moradores a fugirem para as montanhas.

"Pelo que vimos, eles não têm água potável nem alimentos, e nenhuma autoridade do governo veio até aqui", disse Carvalho à Reuters. Ele acrescentou que a situação foi normalizada por soldados estrangeiros.

Gusmão formou uma coalizão com partidos menores
Gusmão formou uma coalizão com partidos menores

Tropas de paz internacionais estão no Timor Leste desde 2006, quando confrontos violentos deixaram mais de 30 mortos.

'Sem compreensão'

O presidente José Ramos-Horta condenou a violência.

"Os últimos incidentes em Dili, Baucau e Viqueque trouxeram tristeza ao povo. A violência é prova de que estes elementos do Fretilin não têm compreensão ou conhecimento apropriado da participação do partido nas instituições democráticas deste país", disse.

Ramos-Horta esperava que os dois partidos formassem um governo de união. Mas depois de mais de um mês de divergências, o presidente decidiu indicar Gusmão para o cargo de primeiro-ministro e o incumbiu de formar um novo governo.

O Fretilin afirma que, como obteve nas eleições o maior número de cadeiras no Congresso (21, contra 18 do CNRT), tem o direito de formar o novo governo.

No entanto, Gusmão formou uma aliança com outros partidos menores, o que fez com que garantisse 37 dos 65 assentos do Congresso.

As eleições de junho eram consideradas um novo começo para o Timor Leste, convulsionado desde meados de 2006, quando Alkatiri foi forçado a renunciar depois que choques entre unidades rivais do Exército e da polícia provocaram violentos confrontos nas ruas e a morte de mais de 30 pessoas.

Ex-colônia portuguesa, o Timor Leste foi anexado pela Indonésia na década de 70 e vem sendo palco de violência desde sua independência, em maio de 2002.

O país se libertou de 25 anos de domínio indonésio depois de um plebiscito em 1999, e foi colocado sob a proteção das Nações Unidas até 2002.

Xanana Gusmão foi eleito o primeiro presidente do país e deixou o cargo em meados deste ano para concorrer nas eleições parlamentares.

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