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Casas são incendiadas em novos confrontos no Timor Leste | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Várias casas foram incendiadas em dois distritos do Timor Leste, em meio aos protestos desencadeados pela posse do nome primeiro-ministro Xanana Gusmão, que assumiu o cargo na quarta-feira. Os piores episódios ocorreram em Viqueque e Baucau, no leste, áreas do ex-partido de governo, o Fretilin. Grupos de jovens incendiaram prédios, forçando as pessoas a fugir. Nas eleições parlamentares realizadas em junho, o Fretilin, liderado pelo ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, obteve mais votos que o partido de Gusmão, o Congresso Nacional para a Reconstrução do Timor Leste (CNRT). No entanto, nenhuma das legendas obteve a maioria necessária para formar um governo. Sem água Episódios de violência foram registrados durante toda a semana, principalmente na capital, Dili, e também em Viqueque e Baucau. Segundo a Missão da ONU no Timor Leste, um total de 142 casas foram queimadas nos dois distritos. Mas outras informações sugerem que o total foi bem maior. O chefe de polícia de Viqueque, José de Carvalho, disse à agência de notícias Reuters que gangues incendiaram 200 casas no distrito, forçando cerca de mil moradores a fugirem para as montanhas. "Pelo que vimos, eles não têm água potável nem alimentos, e nenhuma autoridade do governo veio até aqui", disse Carvalho à Reuters. Ele acrescentou que a situação foi normalizada por soldados estrangeiros.
Tropas de paz internacionais estão no Timor Leste desde 2006, quando confrontos violentos deixaram mais de 30 mortos. 'Sem compreensão' O presidente José Ramos-Horta condenou a violência. "Os últimos incidentes em Dili, Baucau e Viqueque trouxeram tristeza ao povo. A violência é prova de que estes elementos do Fretilin não têm compreensão ou conhecimento apropriado da participação do partido nas instituições democráticas deste país", disse. Ramos-Horta esperava que os dois partidos formassem um governo de união. Mas depois de mais de um mês de divergências, o presidente decidiu indicar Gusmão para o cargo de primeiro-ministro e o incumbiu de formar um novo governo. O Fretilin afirma que, como obteve nas eleições o maior número de cadeiras no Congresso (21, contra 18 do CNRT), tem o direito de formar o novo governo. No entanto, Gusmão formou uma aliança com outros partidos menores, o que fez com que garantisse 37 dos 65 assentos do Congresso. As eleições de junho eram consideradas um novo começo para o Timor Leste, convulsionado desde meados de 2006, quando Alkatiri foi forçado a renunciar depois que choques entre unidades rivais do Exército e da polícia provocaram violentos confrontos nas ruas e a morte de mais de 30 pessoas. Ex-colônia portuguesa, o Timor Leste foi anexado pela Indonésia na década de 70 e vem sendo palco de violência desde sua independência, em maio de 2002. O país se libertou de 25 anos de domínio indonésio depois de um plebiscito em 1999, e foi colocado sob a proteção das Nações Unidas até 2002. Xanana Gusmão foi eleito o primeiro presidente do país e deixou o cargo em meados deste ano para concorrer nas eleições parlamentares. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Xanana Gusmão é indicado premiê do Timor Leste06 agosto, 2007 | BBC Report Partido governista 'vence eleição parlamentar' no Timor Leste05 julho, 2007 | BBC Report Eleição parlamentar no Timor termina sem incidentes30 junho, 2007 | BBC Report Ramos-Horta toma posse na Presidência do Timor Leste20 de maio, 2007 | Notícias José Ramos-Horta 'vence eleição' no Timor Leste10 maio, 2007 | BBC Report Governo é acusado de manipular campanha no Timor07 abril, 2007 | BBC Report ONU quer manter forças no Timor Leste por um ano07 fevereiro, 2007 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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