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Jornal vê dívida como ameaça a grau de investimento para o Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As preocupações das agências de avaliação de risco com o alto nível da dívida pública brasileira ameaçam a esperada elevação do Brasil ao grau de investimento, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico Financial Times. O jornal também relata uma preocupação sobre a capacidade do país de manter suas recentes altas taxas de crescimento. Ao classificarem um país com o grau de investimento, as agências de avaliação de risco declaram que os investimentos naquele país têm um risco baixo, atraindo assim investimentos que buscam segurança. A reportagem comenta que “o Brasil é a maior economia da América Latina, e as melhorias nos seus indicadores macroeconômicos ao longo da última década levaram muitos a assumirem que um grau de investimento era somente uma questão de tempo”. O jornal afirma, porém, que “parte do brilho do desempenho econômico foi perdido, e os analistas não estão mais confiantes de que o país possa conseguir seu tão esperado grau de investimento em 2008”. Dívida pública A reportagem cita dados do Deutsche Bank que mostram que a dívida pública líquida do Brasil representa mais de 40% de seu PIB, em comparação a uma média de 20% nos países avaliados com o grau de investimento. “O gasto público tem se mantido fixo em 20% do PIB por vários anos, enquanto que a média para o México, a Argentina, o Chile e a Colombia é de menos de 14%. Ainda assim, em vez de cortar os gastos, o governo implementou várias medidas no ano passado que aumentarão os gastos com a folha de pagamentos e com o deficitário sistema público de aposentadoria”, relata o jornal. O Financial Times comenta ainda que dois projetos aprovados neste mês pelo Senado, se passarem pela Câmara dos Deputados, “vão aumentar dramaticamente os gastos com aposentadorias, desfazendo reformas anteriores e em direta contravenção à reconhecida lei de responsabilidade fiscal que serviu de base para a estabilidade macroeconômica desde que foi introduzida, em 2000”. |
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