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Recessão nos EUA não afetará emergentes, diz megainvestidor no 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os mercados emergentes, como o Brasil, deverão ser poupados dos efeitos da atual crise nos mercados financeiros internacionais e da possível recessão americana, na avaliação do megainvestidor Mark Mobius, que assina artigo sobre o tema na edição desta terça-feira do diário econômico Financial Times. “Parece que há uma grande dissonância entre o que está acontecendo nos mercados emergentes e as notícias assustadoras sobre o subprime (crédito imobiliário de alto risco) vindas dos mercados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha”, observa Mobius, que administra um portfólio de US$ 40 bilhões em investimentos em mercados emergentes. Segundo ele, “a evidência até agora parece indicar que não somente a América Latina, mas os mercados emergentes em geral, não precisam necessariamente sucumbir à recessão americana”. O artigo comenta que os países emergentes deverão crescer em média 7% neste ano, enquanto que nos países desenvolvidos a previsão de crescimento é de pouco mais de 2%. “Não será possível que o crescimento dos mercados emergentes faça um pouco de cócegas nos gigantes econômicos do mundo?”, questiona o autor. “De fato, o aspecto mais animador do crescimento dos mercados emergentes é o fato de que os dois países mais populosos do mundo são os que mais crescem. Curta duração Mobius também argumenta que, qualquer que seja o desenvolvimento da atual crise, um eventual momento negativo nos mercados não deverá durar muito. “Nossos estudos sobre os mercados emergentes indicam que os períodos de alta duram mais do que os períodos de baixa e promovem ganhos mais altos, em termos percentuais, do que as quedas nos períodos de baixa”, afirma o megainvestidor. Segundo ele, nos últimos 20 anos houve oito diferentes períodos de alta e de baixa. Os períodos de baixa duraram em média sete meses, com uma queda média de 33%. Mas cada um desses períodos teria sido seguido de um período de alta, com duração média de 24 meses e um crescimento de 124% em média. Para Mobius, “com os fundamentos dramaticamente melhorados nos mercados emergentes, o futuro é brilhante”. “Então, quando as pessoas me perguntam quando é a melhor hora de investir em mercados emergentes, como nem eu nem ninguém pode prever o timing dos períodos de alta ou de baixa, eu recorro aos fatos: os períodos de alta vão além e duram mais do que os de baixa, e os fundamentos econômicos dos mercados emergentes são de fato impressionantes”, afirma. O autor conclui dizendo que “o melhor momento para investir nos mercados emergentes é quando você tem dinheiro”. |
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