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Atualizado às: 08 de abril, 2008 - 13h20 GMT (10h20 Brasília)
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FMI vê riscos em recursos atraídos por juros altos
Detalhe de nota de real
FMI destaca supervalorização do real brasileiro e da rupia indiana
A entrada de recursos estrangeiros em mercados emergentes, atraídos pelos juros mais altos oferecidos por esses países, "pode representar um canal de vulnerabilidade", segundo o Fundo Monetário Internacional.

A avaliação está no relatório "Assessing Risks to Global Financial Stability" (Avaliando os Riscos à Estabilidade Financeira Global), que analisa as razões da atual crise financeira internacional e faz uma série de recomendações para evitar o alastramento e agravamento da turbulência.

No capítulo do relatório dedicado a avaliar o quão vulnerável à crise estão os países emergentes, o FMI afirma que uma eventual volatilidade cambial no futuro pode levar a uma fuga dos capitais que entram em países com o Brasil nas operações de carry trade (arbitragem de juros).

Nessas operações, os investidores tomam empréstimos em moedas de países com baixas taxas de juros, convertem o montante na moeda de outro país com taxas de juros maiores e aplicam os recursos nesse país, ganhando com a diferença.

Isso aumentaria o fluxo de investimentos externos aos países com maiores taxas de juros e pressionaria a cotação da moeda para o alto.

Posição melhor

Segundo o FMI, a crise nos mercados mundiais reduziu essas operações, mas a contínua valorização de algumaas moedas, como o real, sugere que algumas delas persistem".

Apesar do alerta, no entanto, o FMI considera o Brasil em posição relativamente melhor do que no passado para lidar com a dependência de fluxo de capitais externos.

Segundo o relatório, os países emergentes mais vulneráveis à escassez de crédito internacional são aqueles nos quais o crescimento do crédito interno foi alimentado por fontes externas de financiamento e onde grandes déficits em conta corrente precisam ser financiados, o que não é o caso do Brasil.

O documento do FMI observa que "até agora, os mercados dos países emergentes têm resistido (à crise)".

Porém a organização adverte que "mercados de dívida, particularmente de dívidas externas corporativas, já sentiram o impacto da turbulência nos países desenvolvidos e os custos de financiamento aumentaram".

Na visão do FMI, "novos choques para o apetite dos investidores por ativos de risco nos mercados emergentes não podem ser descartados se as condições financeiras piorarem".

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