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FMI vê riscos em recursos atraídos por juros altos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A entrada de recursos estrangeiros em mercados emergentes, atraídos pelos juros mais altos oferecidos por esses países, "pode representar um canal de vulnerabilidade", segundo o Fundo Monetário Internacional. A avaliação está no relatório "Assessing Risks to Global Financial Stability" (Avaliando os Riscos à Estabilidade Financeira Global), que analisa as razões da atual crise financeira internacional e faz uma série de recomendações para evitar o alastramento e agravamento da turbulência. No capítulo do relatório dedicado a avaliar o quão vulnerável à crise estão os países emergentes, o FMI afirma que uma eventual volatilidade cambial no futuro pode levar a uma fuga dos capitais que entram em países com o Brasil nas operações de carry trade (arbitragem de juros). Nessas operações, os investidores tomam empréstimos em moedas de países com baixas taxas de juros, convertem o montante na moeda de outro país com taxas de juros maiores e aplicam os recursos nesse país, ganhando com a diferença. Isso aumentaria o fluxo de investimentos externos aos países com maiores taxas de juros e pressionaria a cotação da moeda para o alto. Posição melhor Segundo o FMI, a crise nos mercados mundiais reduziu essas operações, mas a contínua valorização de algumaas moedas, como o real, sugere que algumas delas persistem". Apesar do alerta, no entanto, o FMI considera o Brasil em posição relativamente melhor do que no passado para lidar com a dependência de fluxo de capitais externos. Segundo o relatório, os países emergentes mais vulneráveis à escassez de crédito internacional são aqueles nos quais o crescimento do crédito interno foi alimentado por fontes externas de financiamento e onde grandes déficits em conta corrente precisam ser financiados, o que não é o caso do Brasil. O documento do FMI observa que "até agora, os mercados dos países emergentes têm resistido (à crise)". Porém a organização adverte que "mercados de dívida, particularmente de dívidas externas corporativas, já sentiram o impacto da turbulência nos países desenvolvidos e os custos de financiamento aumentaram". Na visão do FMI, "novos choques para o apetite dos investidores por ativos de risco nos mercados emergentes não podem ser descartados se as condições financeiras piorarem". | NOTÍCIAS RELACIONADAS Alta do real força aumento de jornada de trabalho de imigrantes24 março, 2008 | BBC Report Queda dos juros nos EUA pode segurar câmbio, diz economista22 janeiro, 2008 | BBC Report Em ano ruim para o dólar, real sai 'vitorioso', diz jornal27 dezembro, 2007 | BBC Report Brasil adota fundo 'para conter real', diz Mantega ao FT10 dezembro, 2007 | BBC Report G20 defende flexibilidade cambial19 de novembro, 2007 | Notícias Real sobe quase 100% em relação ao dólar no governo Lula15 outubro, 2007 | BBC Report Para analistas brasileiros, desaceleração preocupa mais do que câmbio17 agosto, 2007 | BBC Report Governo ajudará setores atingidos por queda do dólar13 abril, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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