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Atualizado às: 15 de outubro, 2007 - 15h58 GMT (12h58 Brasília)
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Real sobe quase 100% em relação ao dólar no governo Lula

Moeda brasileira teve valorização de 35% em relação ao euro
O real teve uma valorização de 97,24% em relação ao dólar americano desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora (de 31 de dezembro de 2002 até 12 de outubro de 2007), de acordo com um estudo da consultoria Economática.

O levantamento aponta que o real é a moeda que mais se valorizou em uma comparação que inclui sete países da América Latina e a zona do euro.

Logo depois da moeda brasileira, aparecem o peso chileno e o peso colombiano, que tiveram uma valorização de 46% em relação ao dólar.

O euro, utilizado em 15 países da União Européia, se valorizou 35% em relação à moeda americana desde o final de 2002. Já o peso argentino subiu apenas 6,6% na comparação com o dólar no mesmo período.

Entre as moedas comparadas, as únicas que se desvalorizaram em relação ao dólar foram o peso mexicano (queda de 4,76% no período) e o bolívar venezuelano (perda de 34,76%).

Instabilidade

O economista Alexandre Lintz, economista-chefe do BNP-Paribas no Brasil, afirma que boa parte dessa valorização do real nos últimos anos está relacionada ao valor elevado da moeda americana no final de 2002, com a instabilidade no mercado financeiro a partir do momento em que ficou claro que o presidente Lula tinha chances de ganhar as eleições.

Na época, o Brasil tinha um volume elevado de dívidas em dólares, situação que foi revertida nos anos seguintes, com a transformação da dívida em dólares para reais.

De uma média de R$ 2,40 no início de 2002, o dólar chegou a um valor em torno de R$ 4 na época das eleições.

O recuo começou logo após o processo eleitoral, quando não se confirmaram as previsões de alguns analistas de mudança radical na política econômica do país.

A queda se acentuou nos últimos dois anos, com o aumento das exportações brasileiras, ao mesmo tempo em que o país atraía investimentos tanto no mercado financeiro como no setor produtivo.

Lintz diz que o cenário é favorável à continuidade da valorização do real. "Os termos de troca são atualmente favoráveis à economia brasileira, porque o país exporta produtos que estão em alta no mercado internacional – minérios, grãos e bens de capital – e importa produtos que estão em baixa, como bens de consumo industrializados", afirma o economista.

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