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Atualizado às: 19 de novembro, 2007 - 00h43 GMT (22h43 Brasília)
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G20 defende flexibilidade cambial
Henry Paulson
Paulson, dos EUA: crise no mercado imobiliário dos EUA ainda é ameaça
Ministros da Economia e representantes dos bancos centrais dos países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, defenderam que países que detêm grandes superávits em conta corrente adotem políticas cambiais mais flexíveis, em uma aparente referência à China.

A mensagem foi dada na declaração final da reunião que os membros do G20 mantiveram neste fim de semana na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O texto afirma que movimentos cambiais erráticos ou voláteis não são saudáveis para a economia mundial, embora não mencione moedas específicas.

Integrante do G20, a China tem sofrido pressões crescentes dos Estados Unidos e outros parceiros comerciais para permitir que o yuan se valorize a fim de corrigir desequilíbrios na balança comercial global.

A cotação da moeda chinesa tem se mantido estável, enquanto outras moedas, como o real, vêm se valorizando.

Desacelereção

O G20 também previu uma modesta desaceleração do crescimento mundial. "A sua extensão e a sua duração permanecem difíceis de prever", diz o texto final da reunião.

O comunicado adverte ainda que os membros do G20 precisarão avaliar os riscos de inflação em uma perspectiva de aumento dos preços das commodities e de um crescimento mundial menos intenso.

O secretário de Tesouro americano, Henry Paulson, lembrou os problemas nos mercados de crédito e no setor de hipotecas dos Estados Unidos.

"Em discussões sobre o declínio no mercado imobiliário dos EUA, eu percebi que ele ainda está em curso e eu o vejo como o risco mais significativo à nossa economia atualmente", disse Paulson, acrescentando que acredita que a economia americana continuará crescendo, apesar dessas pressões.

O novo diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, por sua vez, disse que o G20 chegou a um consenso de que os países em desenvolvimento precisam ter mais voz ativa na instituição.

"O fundo precisa ser reformado", disse Strauss-Kahn. "Os tempos mudaram. Alguns países emergentes têm muito mais influência do que tinham."

No entanto, nenhum avanço concreto foi feito na reunião no sentido de rever a estrutura do FMI ou do Banco Mundial.

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