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Líder do Hamas oferece trégua a Israel, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Khaled Meshaal, o líder do Hamas exilado em Damasco, na Síria, disse em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal palestino El Ayam que apóia um cessar-fogo com Israel, que inclua tanto a Faixa de Gaza como a Cisjordânia. A declaração indica uma retomada da posição adotada pelo Hamas em 2006, que possibilitou, na época, a criação de um governo de união nacional com o Fatah. "O Hamas mantém o plano político com o qual concordou ao assinar o 'documento de reconciliação nacional', em 2006", disse Meshaal na entrevista. O documento, que partiu de uma iniciativa de prisioneiros palestinos, do Hamas e do Fatah, detidos em prisões israelenses, estabelecia as linhas gerais de um programa que obteve o apoio de ambas as organizações e, entre outros pontos, reconhecia implicitamente a existência de Israel. Segundo o documento, seria criado "um Estado Palestino nas fronteiras de 1967", ou seja, um Estado palestino ao lado de Israel, que permaneceria nas fronteiras anteriores à guerra de 67, quando as tropas israelenses ocuparam a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza. Soldado israelense Khaled Meshaal também afirma na entrevista que as negociações sobre a troca do soldado israelense Gilad Shalit, capturado há quase dois anos, por prisioneiros palestinos "não avançaram", mas deu indicações de que ele ainda estaria vivo. Segundo Meshaal, o Egito está intermediando as negociações e representantes europeus também estariam envolvidos. Meshaal afirmou que "Israel continua se recusando a libertar prisioneiros condenados à prisão perpétua". "Há alguns meses, houve um acordo de que Israel libertaria mil prisioneiros palestinos em troca de Shalit, mas Israel rejeitou a maioria dos nomes exigidos pelo Hamas", disse Meshaal ao jornal palestino. O governo israelense mantém sua posição de não negociar com o Hamas, a menos que o grupo reconheça a existência de Israel e renuncie à violência. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, também se nega a retomar o diálogo com o Hamas enquanto o grupo não abdicar do controle da Faixa de Gaza, que detém desde junho de 2007. Na última tentativa de acordo entre as duas facções palestinas, o governo israelense ameaçou interromper as negociações de paz com o presidente Abbas, caso ele retomasse o diálogo com o Hamas. |
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