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Atualizado às: 12 de março, 2008 - 13h03 GMT (10h03 Brasília)
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Hamas admite negociação indireta com Israel

Soldado israelense
Soldados israelenses participaram de ação recente em Gaza
O Hamas, grupo militante palestino que não reconhece a existência de Israel, admitiu nesta quarta-feira a existência de negociações indiretas com o Estado judaico, intermediadas pelo Egito.

A informação foi dada pelo líder do Hamas, Ismail Haniya, em um discurso na Universidade Islâmica de Gaza.

Ele negou entretanto que os dois lados tenham chegado a um acordo de trégua, como afirmaram reportagens publicadas nesta quarta-feira na imprensa israelense.

Desde a última sexta feira militantes palestinos suspenderam o lançamento de foguetes contra o sul de Israel e o Exército israelense suspendeu os ataques à Faixa de Gaza, segundo as informações.

Embora tanto o governo israelense como o Hamas neguem a existência da trégua intermediada pelo Egito, os fatos demonstram uma tranqüilidade inusitada no sul de Israel e na Faixa de Gaza.

As cidades de Sderot e Ashkelon pararam de ser diariamente bombardeadas por foguetes e, simultaneamente, as tropas israelenses pararam de atacar a Faixa de Gaza.

A trégua ocorre depois de uma escalada grave da violência entre Israel e o Hamas nas últimas semanas, que deixou mais de 120 mortos palestinos em quatro dias e colocou o sul de Israel em estado de alerta, com dezenas de foguetes sendo lançados por dia contra as cidades de Sderot e Ashkelon.

Informações

O site de noticias Ynet cita nesta quarta feira uma alta fonte militar que não quis se identificar, afirmando que "enquanto os palestinos não lançarem foguetes, Israel não vai realizar ataques maciços à Faixa de Gaza".

De acordo com o Ynet, o governo egípcio prometeu fazer todos os esforços para impedir o contrabando de armas para a Faixa de Gaza.

O ex-embaixador do Egito em Israel e chefe da comissão de segurança nacional do parlamento egípcio, Mohamed Bassiuni, afirmou que o Egito "está trabalhando para alcançar um acordo amplo entre as partes".

Segundo Bassiuni o acordo deverá incluir um cessar fogo, o fim do bloqueio à Faixa de Gaza e a troca de prisioneiros.

O jornal israelense Haaretz cita fontes palestinas não identificadas, que afirmam que segundo o acordo intermediado pelo Egito, o controle das passagens terrestres para a Faixa de Gaza será entregue à Guarda Presidencial do presidente palestino Mahmoud Abbas.

De acordo com o Haaretz, o Hamas teria concordado com a presença de observadores europeus na fronteira de Rafah, que separa a Faixa de Gaza do Egito.

O primeiro ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que "não há acordo algum, nem negociação direta ou indireta".

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