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Atualizado às: 10 de março, 2008 - 19h47 GMT (16h47 Brasília)
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Serviços de inteligência vêem aumento de ameaças a Israel

Ataque com foguetes Qassam contra Sderot (arquivo)
A cidade de Sderot sofre ataques freqüentes com foguetes
Os serviços de inteligência de Israel apresentaram um relatório ao governo do país em que alertam para uma série de ameaças que poderiam colocar em risco a segurança dos israelenses em médio prazo.

De acordo com o Mossad (Serviço de Inteligência Internacional) e o Aman (Inteligência do Exército), Israel poderá se confrontar em um ano com ataques a mísseis da Síria, foguetes do Hezbollah, do Líbano, e ataques mais freqüentes com foguetes do Hamas, da Faixa de Gaza.

O conteúdo do relatório, publicado nesta segunda-feira na imprensa israelense, traça um cenário sombrio, agravado pela avaliação dos serviços de inteligência de que o "projeto do Irã de construir uma bomba atômica pode amadurecer até o fim de 2009".

O documento também menciona que as ameaças poderiam ocorrer simultaneamente e, nesse caso, todo o território israelense estaria exposto aos bombardeios.

Segundo o jornal israelense Maariv, um dos ministros, que não quis se identificar, disse que, depois de ouvir o relatório, vai "ter dificuldade para dormir" e que "não se lembra de uma previsão tão sombria em anos".

Hamas

O serviço de inteligência do Exército alertou para o fortalecimento militar do Hamas na Faixa de Gaza. Segundo o relatório, o grupo continua se armando e aperfeiçoando o poder de destruição e de alcance dos foguetes que usa para atacar o sul de Israel.

Nas últimas semanas, a cidade de Ashkelon, no sul do país, foi atingida por foguetes do tipo Grad, com um alcance de 25 quilômetros e um maior poder de destruição do que os foguetes do tipo Kassam, geralmente utilizados por militantes palestinos.

Segundo a avaliação do Mossad, a crise política no Líbano deverá se agravar e o Hezbollah poderá vir a tomar o poder no país. Nesse caso, o Líbano poderia se transformar em uma "base xiita com apoio direto do Irã".

O relatório também afirma que o Hezbollah deverá vingar a morte de Imad Mughnieh, líder do grupo assassinado no dia 12 de fevereiro em Damasco, "e a Síria tambem deverá reagir, pois o incidente ocorreu em seu território".

Israel nega qualquer envolvimento na morte de Mughnieh, mas tanto o Hezbollah como a Síria atribuem a responsabilidade pelo assassinato ao governo israelense.

De acordo com a previsão do Mossad, é improvável que os Estados Unidos ataquem o Irã para impedir a produção de armas nucleares, e "Israel estaria sozinho diante da ameaça iraniana".

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