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Israel aprova ampliação de assentamentos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aprovou um projeto para construção de 750 novas casas em assentamentos na área ocupada de Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. Um porta-voz do governo israelense afirmou que a construção em Givat Zeev irá "cobrir as necessidades demográficas de Jerusalém". O projeto havia sido aprovado pela primeira vez em 1999, mas a construção foi interrompida depois que os trabalhadores palestinos se recusaram a continuar as obras. A construção de novas casas vai contra as negociações para o processo de paz feitas entre israelenses e palestinos em novembro, na cidade americana de Annapolis. De acordo com o plano, Israel deveria suspender todas as atividades nos assentamentos e os palestinos, por sua vez, teriam que controlar seus militantes. Ameaça Um dos negociadores palestinos, Saeb Erkat afirmou que a decisão de Israel ameaça o processo de paz. No entanto, um porta-voz do premiê israelense afirmou que não se trata de uma nova decisão. “Essa decisão preexiste a este governo”, afirmou. “Nós a aprovamos pois é consistente com nossas políticas de construção de grandes blocos de assentamento, que permanecerão em Israel em qualquer acordo final”, concluiu. A decisão é anunciada três dias depois de um atirador palestino abrir fogo contra a biblioteca de um seminário em Jerusalém e matar oito estudantes. Jerusalém Oriental Israel anexou Jerusalém Oriental em 1967, na Guerra de Seis Dias, mas a iniciativa não foi reconhecida internacionalmente. Milhares de pessoas vivem em assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, que deverão permanecer em mãos israelenses sob qualquer acordo final de paz. Críticos alegam que a rede de assentamentos vai prejudicar qualquer tentativa futura de fazer de Jerusalém Oriental a capital de um Estado palestino |
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