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'Sozinha não posso', diz Cristina Kirchner em ato de apoio a sua gestão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, “rogou” pelo fim dos bloqueios nas estradas nesta terça-feira, no 20º dia de protestos do setor agropecuário, que provocam desabastecimento de alimentos nos supermercados e de insumos para a indústria do país. “Do fundo do meu coração, peço a todos e a todas que me ajudem. Quero que me ajudem a poder seguir lutando por justiça. Quero que me ajudem a seguir lutando pelo trabalho. Quero que me ajudem a seguir lutando para formar um empresariado nacional, cada dia mais valor agregado, cada dia mais e melhor trabalho. Que me ajudem que a educação volte a ser o isntrumento de equilibrio social”, disse Cristina Kirchner, em um ato de apoio a seu governo realizado na Praça de Maio, símbolo nacional, em frente à sede da Presidência da República. “Porque sozinha não posso. Preciso da força inesgotável e indestrutível do povo. E sei que vão fazer, porque os argentinos nos afastamos do inferno e não queremos voltar a ele. Gostamos mais deste país (...). E não daquele onde poucos aproveitavam de todas as riquezas e o resto ou olhava, ou sofria ou morria”, disse a presidente, diante de uma multidão de dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de Maio para apoiar sua gestão. Este foi o quarto discurso de Cristina em uma semana, em meio à crise com o setor agropecuário. Cristina Kirchner foi a única oradora do evento, convocado pelo governo e por diferentes setores, como sindicatos e o Partido Justicialista (peronista). Ao seu lado, no palco montado em frente à Casa Rosada (sede da Presidência), estavam todos os ministros, além de prefeitos e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007). Impasse A multidão levou para a praça cartazes e bandeiras, além de bumbos (clássicos nas manifestações peronistas) e papel picado. A manifestação parou o centro de Buenos Aires e foi um gesto político num momento de impasse entre o governo e o setor agropecuário. A greve dos produtores rurais – pequenos, médios e grandes - é contra o aumento de impostos às exportações agropecuárias, anunciado no dia 11 de março. Os bloqueios de estradas promovidos pelos produtores afetam o abastecimento, inclusive de carne – principal produto na mesa dos argentinos. “Há apenas dois dias nosso governo completou 100 dias. E nunca vi tantos ataques a um governo como os que ocorrem agora”, disse Cristina Kirchner, no início do discurso. “Acho que isso ocorre porque sou mulher, a primeira presidente eleita pelo voto popular no país.” Ao final do discurso, ela disse: "Não se confundam com minha aparente fragilidade”, porque existem exemplos de mulheres que venceram "o que nenhum homem poderia vencer, como as Mães da Praça de Maio” (mulheres que perderam filhos e netos durante o regime militar, de 1976 a 1983). “Elas são o exemplo de que as mulheres, com objetivos, com ideais, com valentia, são capazes de vencer as adversidades mais terríveis”, disse a presidente, diante de gritos de apoio da multidão. |
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