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Atualizado às: 08 de março, 2008 - 10h24 GMT (07h24 Brasília)
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Chávez poderá emergir como 'perdedor' da crise, diz jornal britânico
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Os venezuelanos não compreendem a interferência de Chávez na crise.
Em uma análise sobre a trégua na crise diplomática na América do Sul, o jornal britânico The Guardian afirma em uma reportagem publicada na edição deste sábado que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pode emergir como o "perdedor, apesar da demonstração de diplomacia".

O jornal afirma que a resposta de Chávez à crise entre o Equador e a Colômbia não foi bem recebida pelos venezuelanos, que estariam "apavorados" com as atitudes do líder. Além disso, a reportagem comenta ainda uma pesquisa de opinião na qual os equatorianos e colombianos afirmaram que não receberam bem a interferência do presidente venezuelano na crise.

O Guardian ressalta também que muitos colombianos se questionam: "Por que entrar em uma briga que aconteceu na outra parte nos Andes? E por que anunciar um minuto de silêncio pela morte do comandante das Farc e não pela morte de 46 venezuelanos, vítimas de um acidente de avião na semana anterior?", afirma o jornal.

Sobre a participação de Chávez, a reportagem do Guardian afirma ainda que, durante a crise diplomática, "apesar do aparente blefe militar, não há dúvida de que Chavez estaria direcionando os eventos".

Segundo o jornal, quando Correa soube da incursão colombiana no território do Equador, agiu com moderação, mas mudou de postura no dia seguinte, "quando Chavez, falando no programa Alo Presidente, ordenou a mobilização das tropas e chamou Bogotá de servente de Washington".

Crédito

Com Chavez classificado como o "perdedor em potencial", o Guardian afirma que o presidente do Equador, Rafael Correa, e da Colômbia, Álvaro Uribe, provavelmente serão avaliados "com crédito" no final da crise.

De acordo com a reportagem, a decisão de Uribe de atacar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foi popular entre os colombianos e, do lado equatoriano, a população apoiou a atitude "rigorosa e firme" do presidente Rafael Correa à incursão no seu território.

ImprensaNew York Times
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