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Colômbia anuncia morte de mais um líder das Farc | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo colombiano anunciou nesta sexta-feira a morte de Ivan Ríos, membro do secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, Ríos foi morto por seus próprios homens. Inicialmente, o Exército colombiano havia divulgado que o guerrilheiro havia sido morto em uma operação militar realizada na região nordeste da Colômbia. O ministro afirmou que o chefe da segurança de Ríos, um guerrilheiro chamado "Rojas", entregou a soldados colombianos a mão direita do líder, como prova de sua morte. Também foram entregues a cédula de identidade, o passaporte e o computador pessoal de Ríos. Conforme o ministro colombiano, "Rojas" disse que tomou a decisão de matar o líder para "aliviar a pressão militar" e que os guerrilheiros sob o comando de Ríos "estavam cercados, desabastecidos e incomunicáveis". A morte de Ríos ocorre menos de uma semana depois da incursão militar da Colômbia em território equatoriano em que 25 guerrilheiros das Farc foram mortos, incluindo outro importante líder do grupo, o porta-voz Raúl Reyes. A invasão no Equador desencadeou uma crise sem precedentes na região andina envolvendo também a Venezuela. Ríos, cujo nome verdadeiro era Manuel Muñoz Ortiz, tinha 46 anos era o mais jovem integrante do secretariado das Farc. De acordo com o governo colombiano, Ríos foi morto na zona rural de Aguadas, no Estado de Caldas, na região central da Colômbia. Ríos foi membro da equipe de negociação das Farc nos diálogos de paz realizados durante o governo de Andres Pastrana, há seis anos. O guerrilheiro era considerado um dos líderes de maior projeção no grupo devido a seus conhecimentos militares e políticos. Segundo o jornal El Tiempo, Ivan Ríos era economista, graduado na Universidade de Antioquia. Com informações de Claudia Jardim, de Caracas para a BBC Brasil |
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