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Atualizado às: 29 de fevereiro, 2008 - 08h54 GMT (05h54 Brasília)
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Iraque aprova execução de 'Ali Químico'
Ali Químico
Ali Químico foi condenado à morte em junho de 2007
A Presidência do Iraque aprovou a execução de Ali Hassan al-Majeed, conhecido como “Ali Químico”, primo e um dos aliados mais próximos do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Al-Majeed, condenado por genocídio e responsabilizado pela morte de 100 mil curdos em uma campanha militar no norte do Iraque em 1988, a operação Anfal, deverá ser executado nos próximos 30 dias.

Al-Majeed ficou conhecido como “Ali Químico” pela uso intenso de gás mostarda e outros elementos químicos na campanha contra os curdos.

Ele foi condenado em junho do ano passado junto a outros dois ex-colaboradores de Saddam, o chefe militar Hussein Rashid al-Tikriti, e o ex-ministro da Defesa Sultan Hashem.

Os três deveriam ter sido enforcados em outubro passado, mas a condenação de Hashem causou uma disputa política, depois que líderes sunitas afirmaram que ele não era moralmente culpado, pois “estava apenas cumprindo ordens”.

Críticas

Na ocasião, o vice-presidente sunita Tareq al-Hashemi se recusou a assinar a sentença. A Presidência então entrou em disputa com o primeiro-ministro, que também criticou a Embaixada americana por não entregar os três prisioneiros para a execução – eles permanecem sob poder dos Estados Unidos.

Agora o conselho da Presidência aprovou a sentença, mas apenas para "Ali Químico", cuja execução deve ser realizada nos próximos 30 dias, segundo as leis iraquianas.

Campanha Anfal
A Anfal (em português: Espólios de Guerra) ocorreu entre fevereiro e agosto de 1988.
Oficialmente, foi uma campanha de repressão contra o movimento separatista curdo no norte do país.
Com a morte de 180 mil civis, os curdos vêem a campanha como um genocídio.
Foram usados gás mostarda e agentes nervosos nos ataques.
Outras vítimas foram sumariamente executadas, ou morreram em cativeiro.

Os outros dois condenados, no entanto, permanecem num limbo, sem saber se terão a sentença confirmada, ou não.

A disputa continua indefinida e pode durar infinitamente, mas parte da pressão diminuiu com a confirmação da sentença de Al-Majeed, afirma o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir.

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