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Juízes interrogam 'Ali Químico' antes de julgamento | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos principais assessores do ex-presidente Saddam Hussein, Ali Hassan al-Majid, conhecido como Ali Químico, foi interrogado por juízes em uma audiência em Bagdá realizada antes do julgamento, ainda sem data para ocorrer. Ele é acusado de alguns do mais graves crimes que teriam sido cometidos durante o regime de Saddam Hussein, como o massacre de curdos com gases tóxicos durante um levante em 1987. Em março daquele ano, ele havia sido nomeado governador do norte do Iraque para coordenar a ofensiva contra os curdos. Ali Hassan al-Majid compareceu a um tribunal em Bagdá junto com o general Sultan Hashim Ahmed, o último a ocupar o posto de ministro da Defesa no governo de Saddam. Eles foram interrogados separadamente. Na última terça-feira, o primeiro-ministro do governo interino, Iyad Allawi, sugeriu que o julgamento dos "símbolos" do antigo regime poderiam começar já nesta semana, mas a informação não foi oficializada. Os juízes que participam do processo esclareceram que a presença dos dois no tribunal não marca o início dos julgamentos, mas sim faz parte de um processo anterior de investigações. Essas audiências preliminares marcam um novo estágio no processo contra Saddam Hussein e outros 11 integrantes do alto escalão do governo, todos sob custódia dos Estados Unidos. Saddam Hussein, por exemplo, teve seu primeiro encontro com um integrante da equipe que organiza sua defesa na última quinta-feira, mais de um ano após ter sido preso. Advogados que representam integrantes do antigo regime já disseram que seus clientes não vão reconhecer a legitimidade dos tribunais estabelecidos durante a ocupação do país pelos Estados Unidos. |
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